Monitoras protestam na Câmara contra mudança da carga horária

Horas antes, categoria se reuniu com os vereadores e representantes do sindicato para discutir alterações do plano de carreira

Foto: Kássia Salles/LP

Foto: Kássia Salles/LP

A terça-feira (13) foi de protestos na Câmara de Vereadores. Durante a sessão ordinária monitoras reivindicaram contra a possível alteração da carga horária de seis para oito horas diárias. Com cartazes acusavam o prefeito Elcio Kuhnen e seu vice, Ramon Jacob, pela situação. Durante a tarde, Sindicato dos Servidores Municipais, monitoras e vereadores se reuniram para discutir a possibilidade de mudança da jornada de trabalho, além de possíveis alterações no Plano de Carreira.

A categoria alega que não há como trabalhar oito horas, com intervalo, nos Centros de Educação Infantil que funcionam por doze horas. Um concurso de 2002 selecionou cerca de trinta monitoras. De acordo com o presidente do sindicato, Toni Fausto Frainer, consta no edital que as profissionais devem cumprir 30h semanais.

Um dos pedidos realizado aos vereadores é de professoras e monitoras cumpram seis horas diárias e não jornadas diferenciadas. Hoje, professoras trabalham oito horas, das 7h45 às 11h45, e das 13h15 às 17h15. Assim, existem momentos em que as monitoras ficam sozinhas com as crianças. De acordo com estas, a classe não tem atribuições para ficar sozinha em sala de aula.

Outra possibilidade, segundo elas, é que a nomenclatura seja modificada e todas passem a ser professoras, como é o caso de Balneário Camboriú. Assim, não haveria disparidades nas atribuições. No entanto, com isso, seria necessário pagar igualmente todas e conceder hora atividade, o que geraria um gasto maior para a prefeitura, com a contratação de outros professores para cobrir o período de hora atividade.

A sugestão da classe é que professoras e monitoras cumpram seis horas diárias, com uma definição da mudança no plano de carreira das categorias. Assim, de acordo com as profissionais, extinguiria a necessidade da hora atividade e se pouparia mais. Hoje, a prefeitura tem 352 monitoras efetivas. Ao todo, contando com as contratas, são 430 profissionais.

A presidente da Câmara de Vereadores, Márcia Regina Freitag, afirmou que uma indicação, assinada por todos os vereadores, será encaminhada ao Executivo para regulamentar as seis horas diárias. “Queremos que a conversa evolua para vermos o que é melhor para o município e para os servidores”, afirmou.

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