Uma visão masculina sobre a violência contra a mulher


A covardia tem acompanhado a humanidade ao longo de sua história, seja de uma nação, ou em menor proporção de uma empresa, ou a pior delas: do ser humano contra o outro. Esta violência pode ser psicológica, quando a mulher é humilhada; insultada, isolada, perseguida; ameaçada ou agredida fisicamente, quando for empurrada, chutada, amarrada; violentada moralmente, quando sofre calúnia, injúria, difamação; ou patrimonial e economicamente, quando alguém controla seu dinheiro, não lhe dá permissão para certas compras, destrói seus objetos, não lhe deixa trabalhar ou oculta bens e propriedades; tem também a sexual, quando te pressiona, te exige prática de algo que você não gosta, se nega a usar preservativo e lhe nega o direito a métodos contraceptivos.

Quando um homem de forma covarde ataca uma mulher por qualquer um destes meios, está demostrando sua mais profunda covardia - até porque na maioria das vezes esta violência é contra um criança do sexo feminino, ou seja duplamente covarde. O Brasil tem em torno de 50 mil estupros por ano ou seja 135 mulheres são violentadas todos os dias, números oficiais indicam que apenas 10% dos estupros são registrados. Todos os dias 12 mulheres são mortas no Brasil, estes são os números das duas principais violências, mas ainda temos milhares de agressões físicas e moral todos os dias. Segundo pesquisam 70% são de crianças e adolescentes conforme o Anuário Brasileiro de Segurança.

Das mortes de mulheres um percentual significativo é considerado feminicídio, que é apenas o desfecho de uma vida de violência, muitas vezes diante dos olhos das autoridades que em um país ainda machista tem dificuldade de punir o homem que espanca, abusa. E se não pune também não dá proteção, e este amparo é tão frágil que temos casos de mulheres assassinadas em frente da polícia por seus companheiros, como o caso ocorrido no ano de 2017 e citado pelo site Folha.uol, de um mulher assassinada pelo marido quando ela estava dentro da viatura policial.

Somos uma nação em busca da passagem para o chamado PRIMEIRO MUNDO, porém, antes de buscar a melhora econômica precisamos encontrar a "melhora humana", não podemos agir como se estivéssemos na Idade Média e falar do Século XXI. Ou começamos a ver a questão da mulher, da criança e adolescente como uma sociedade civilizada ou ficaremos na Idade Média.

Ah sim! E onde está a visão masculina sobre o tema? Não tem esta visão, pois não podemos ser divididos por gênero, a questão da VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER É UM PROBLEMA DO SER HUMANO.



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