Conversa Jurídica

Sobre a importância do diálogo para a resolução de conflitos

Por João Capistrano

Amigo leitor(a), é um privilégio estar de volta as atividades e continuar a compartilhar com você semanalmente, nesse espaço, conteúdos que possam lhe ser úteis no dia a dia.  

Desejo que seu ano de 2020 seja de boas vibrações, saúde e realizações.

Como é possível verificar pelo título dessa coluna, escolhi um tema para a abertura dos trabalhos de 2020 um tanto diferente, mas com a intenção de que sirva de bússola para o seu ano e que, aliás, é sempre a minha primeira orientação aos meus clientes: o diálogo, para a resolução de conflitos, é de suma importância.

Uma das capacidades do advogado é a de petição, ou seja, postular em Juízo os direitos de uma pessoa. Porém, na maioria das situações, mover uma ação judicial demanda tempo até chegar à sua conclusão, pode envolver gastos financeiros e, eventualmente, o resultado útil do processo não ser favorável ao interessado.

Por conta dessas hipóteses, entendo que mover uma ação judicial é o último recurso para resolver um litígio, pois, o que todos buscamos, de fato, em qualquer area de nossas vidas, são resultados de forma rápida.

Por isso, o diálogo, para a resolução de conflitos é de suma importância, pois construir um acordo entre as partes sempre será melhor do que esperar uma resposta do Judiciário através de uma sentença da qual caberá recurso, logo, além do tempo de espera para a conclusão da 1ª fase do processo, será necessário esperar o término da 2ª fase, que evolverá litigar no tribunal de justiça, quiçá, em tribunal superior em Brasília.

Contudo, através do diálogo, é possível construir um consenso entre as partes a fim de ser favorável a ambos e de forma mais rápida do que o tempo de duração de um processo. Por mais que as partes não consigam conversar, em virtude de animus exaltados, o advogado, nesse momento, é um profissional que pode lhe assessorar.

O advogado levará até a outra parte ou ao seu advogado constituído, uma proposta de acordo para, a partir de então, se possível, construírem juntos condições para alinhavar um acordo.

Mesmo casos que envolvem sentimentos e emoções carregadas de história e que não tenham tido um final agradável, igualmente, podem ser resolvidos através de um acordo como, por exemplo, divórcio, guarda de filho, pensão alimentícia, ou até mesmo indenizações de cunho material e/ou moral, despejos, resoluções de contrato; dentre outros inúmeros exemplos que podem ser citados.

Por hoje é isso.

Até a próxima e fique bem!



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