Flávia Fernandes

REPRESENTATIVIDADE DAS MULHERES NA POLÍTICA

Por Flavia Fernandes

A origem da data tem algumas explicações históricas. No Brasil, está relacionada ao incêndio ocorrido em Nova York no dia 25 de março de 1911, quando 125 mulheres morreram e trouxe à tona as más condições enfrentadas por mulheres na Revolução Industrial. Desde 1975, o chamado Dia Internacional da Mulher é comemorado e atualmente a data é justamente para reivindicar igualdade de gênero e a luta das mulheres. 

Segundo o Inter-Parliamentary, o país é um dos piores em termos de representatividade política feminina e ocupa o terceiro lugar na América Latina. Isso nos revela que estarmos atrás de muitos países e poucos avanços têm se apresentado nas últimas décadas. 

A luta pelo direito das mulheres vem progredindo no mundo. Alguns avanços já foram conquistados, como por exemplo o direito ao voto e o direito de serem eleitas. Porém, a representatividade das mulheres na política ainda se encontra muito distante do desejado. 

Esta sub-representação na política gera consequências que se refletem na construção e execução de políticas públicas para nós mulher. Pois nós proporcionamos diálogo e um pensar mais abrangente em torno de questões relacionadas às pautas femininas. Como exemplo, podemos mencionar o caso do decreto parlamentar que regulamentava os vagões de trens e metrôs exclusivos para mulheres. Esta medida foi criada pela deputada Martha Rocha (PDT-RJ), que pensou em solucionar a questão da segurança de mulheres que utilizam o transporte público na cidade. 

Somos nós mulheres que sentimos na pele determinados preconceitos ou dificuldades, então somos nós mulheres que devemos participar da política e mudar este cenário. 

E nós tínhamos uma mulher que nos representava e nos foi retirada de forma muito covarde. Tínhamos uma mulher que foi eleito e venceu um homem e que foi referenciada pela Jornalista/Professora Vanessa Maia como uma mulher representativa na vida pessoal e política. 

Tínhamos uma mulher que não tinha um homem e que não precisava andar atrás de um. Que não precisava do dinheiro dele e, por isso, não precisava de permissão de homem para escolher o restaurante, porque bancava suas contas.  

Tínhamos uma mulher que não era amiga, nem condecorava milícia, nem homenageava torturador porque sabia da covardia da violência. Uma mulher que não andava de rosa, nem gostava de babadinhos.  

Tínhamos uma mulher que nunca aceitou ser chamada de " bela, recatada e do lar " e que nunca aceitou o lugar de "Primeira-dama", ela preferiu ser a protagonista.  

Tínhamos uma mulher que gostava das letras, dos livros, do teatro e do cinema. Uma mulher que confiava em outras mulheres em diferentes áreas de atuação ou ministérios.  

Tínhamos uma mulher que respeitava a imprensa. Que nunca os deixou cinco horas aguardando sem água e sem banheiro. Uma mulher que nunca cerceou o fazer profissional cancelando assinaturas de jornais ou ameaçando retirar concessões.  

Tínhamos uma mulher que nunca se negou a prestar esclarecimentos para o país. Uma mulher que não se acovardava atrás de ninguém. Que nunca fez menção a opção e práticas sexuais das pessoas porque entendia que isso não era assunto público, muito menos de estado.   

Nós tínhamos uma mulher e ela se chamava Dilma Vana Rousseff. 



linhapopular sim




Logo branca.png

Copyright © 2017. Todos os direitos reservados | Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina