Linha Literal

Um novo futuro para defender

Por Michel Goulart da Silva

Sarah Connor está de volta. O filme da franquia "Exterminador do futuro" lançado recentemente de novo coloca no centro da narrativa sua icônica personagem, trinta e cinco anos depois de sua estreia nas telas. No primeiro filme, lançado em 1984, tratava-se de uma jovem que desconhecia seu possível futuro. Lançado em 1991, o segundo filme mostrava a relação de uma jovem rebelde e de uma mãe fazendo de tudo para manter vivo o futuro líder da rebelião dos humanos. O novo filme, com o subtítulo "Destino Sombrio", traz uma Sarah mais madura, ainda bastante centrada em seu combate contra alguma ameaça que talvez venha do futuro.

No novo filme vem do futuro duas criaturas, uma para proteger e outra para matar alguém que terá importância. O centro da narrativa é uma jovem trabalhadora mexicana chamada Dani Ramos, que, como Sarah no primeiro filme, não tem noção do que lhe espera. Para sua proteção é enviada uma soldada da resistência humana que passou por "aperfeiçoamentos", depois de quase morrer, e para matar Dani uma máquina extremamente avançada. E então a história dos filmes anteriores se repete: a jovem é perseguida, muita gente morre, há quebradeira gratuita, alguém se sacrifica, e no final entendemos a razão de Dani ser importante no futuro.

O filme ignora as outras três sequências, produzidas entre 2003 e 2015, ligando-se diretamente ao filme de 1991. Embora os humanos tenham evitado o "julgamento final", acaba ocorrendo uma guerra com as máquinas, sem que John Connor seja o líder da resistência. Esse talvez seja o principal acerto do filme, afinal deixa de lado o messianismo de um líder iluminado que viria salvar todos e aponta que, independente dessa figura, a humanidade iria se defender contra qualquer possível ataque.

O novo filme, como os anteriores, tem muita ação e explosões. Embora possa ser uma boa distração, o fato de mostrar basicamente a mesma história de sempre acaba sendo um tanto quanto decepcionante. Contudo, um dos pontos altos é se passar no nosso presente, o que significa mostrar fatos da atualidade, como um grande muro na fronteira entre México e Estados Unidos. Outro acerto foi colocar junto a Sarah outras duas mulheres para protagonizar a aventura. Se a protagonista dos primeiros filmes construiu uma grande força simbólica, foi importante fazer esse time crescer.

No geral é um filme que entretém e coloca questões importantes para pensar nossa contemporaneidade. O único defeito é talvez seguir uma fórmula um tanto quanto desgastada usada por três décadas e, com este, em seis filmes.



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