Linha Segurança

Bravura das abelhas: o sacrifício para salvação dos outros

Por Tiago Teixeira Ghilardi

Temos uma dificuldade cultural de reconhecer os profissionais que trabalham para a sociedade com o risco da própria vida. Não são só os policiais militares, vários profissionais da área da saúde, segurança e educação arriscam suas vidas diariamente para prestar um serviço público de qualidade. Outros tantos anônimos também se tornam heróis ao arriscarem suas vidas para fazer o que é certo, mesmo sem ter a obrigação de fazê-lo. 

Óbvio que policiais militares estão mais expostos em razão da finalidade do serviço prestado. Por exemplo, essa semana o soldado Júlio, da polícia militar de Camboriú, arriscou sua vida para salvar uma mulher que era picada por abelhas. Ela estava coberta dos insetos quando o policial foi resgatá-la. Ele acabou sendo picado várias vezes também. Ambos estão bem. 

Porém, o que leva um ser humano a arriscar sua vida em prol da coletividade? Não é só a farda ou o juramento feito durante uma formatura. Com certeza não é o salário ou o reconhecimento. São fatores que não se podem contabilizar ou premiar, como coragem, bravura, caráter e moral. Eles fazem parte do chamado, da vocação dos que são incumbidos de proteger as pessoas. Assim como a abelha que é encarregada da proteção da colmeia na totalidade. Ela tem um ferrão na parte traseira para ataque em situações de suposto perigo. Esse ferrão tem pequenas farpas, o que impede que seja retirado com facilidade da pele humana. 

Quando uma abelha se sente ameaçada, ela utiliza o ferrão e, depois de dar a ferroada, tenta escapar. Por causa das farpas, o ferrão fica preso na vítima e leva órgãos juntos que variam de intestino até o coração, o que ocasiona sua morte. 

A abelha está disposta a morrer para proteger aquilo que é mais importante para sua natureza: a colmeia. Esse instinto de proteção coletiva deveria estar mais presente em nossas vidas. Caso estivesse, reconheceríamos mais quando pessoas se arriscam para proteger e salvar outras.  

Outras culturas reconhecem mais seus heróis. Israel, por exemplo, tem um cemitério onde seus heróis de guerra descansam. Casas são compradas por companheiros de farda e se tornam memoriais para os que doaram suas vidas para proteção da nação. 

Um Israelita ficou muito conhecido por seus atos de doação em prol dos outros. Tanto que deu sua vida para nos salvar. Jesus Cristo de Nazaré morreu crucificado e inocente. Mesmo assim, sabia que sua morte era sinônimo de perdão e salvação. Neste último artigo de 2019, desejo que o Espírito de Natal esteja em cada lar e que o exemplo de Cristo seja a referência para nossas vidas. 

 



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