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FIESC, Camboriú e o potencial econômico e político

Por Tiago Teixeira Ghilardi

No dia 13 de novembro estive em uma reunião da Câmara para Assuntos de Transporte e Logística da FIESC- Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - na Portonave, em Navegantes. Vários empresários do ramo industrial estavam reunidos para ouvir explanações dos administradores dos portos que discorreram sobre a atual situação dos portos catarinenses: infraestrutura portuária, investimentos e panorama econômico. Fiquei impressionado com a pujança econômica de nossos portos e a preocupação em nos manter competitivos no cenário nacional. O complexo portuário de Itajaí é o segundo do país e está entre os 120 maiores no mundo.  

Além do presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, estavam presentes o senador Esperidião Amin e uma representante do Ministério de Infraestrutura, Maria Carolina Piloto de Noronha. O panorama traçado não foi dos melhores. Apenas 2 rodovias federais receberão investimentos nos próximos anos, além da BR-101, que é concessionada, a BR-470 e a BR-280. Na verdade, há uma racionalização no emprego do recurso que se prevê mais escasso em 2020.

EM que pese todas essas informações, o que mais me chamou a atenção foi a capacidade econômica do Vale do Itajaí. A FIESC tem um portal com informações relevantes para traçar o cenário econômico de nossa região. EM 2018 a região do Vale do Itajaí foi responsável por 25,9% dos empregos em Santa Catarina, a maior contribuição de todo estado. Infelizmente, Camboriú criou apenas 10.998 vagas contra 48.899 de Balneário Camboriú e 84.271 de Itajaí. Busquei saber mais e comparei com os outros anos. Neste ano de 2019 recuperamos em Camboriú os empregos perdidos durante a crise em 2016, já que, pelo portal, em 2015 tínhamos 10,493 vagas de emprego, número que caiu para 9.599 em 2016 e 10.071 em 2017.

Outra leitura possível dentro deste cenário é a baixa capacidade de mobilização política em torno de candidatos federais e estaduais que possam representar nossa região. Rompemos a inércia e nas últimas eleições foram eleitos 3 deputados estaduais. Mesmo assim, temos a capacidade de eleger até 6 deputados estaduais com folga, mas, para o congresso nacional, mais uma vez, ninguém. Essa falta de identidade política com a região prejudica em todos os aspectos: economia, segurança, educação e saúde, somente citando alguns. Falta voz que fale por nós.

O grande desafio do gestor em Camboriú será encontrar um caminho para incentivar a criação de mais empregos e ser atrativo para a indústria. Melhorias como saneamento das contas públicas estão em andamento no município e são atrativos para os investidores. Porém, soluções mais criativas são necessárias e urgentes.

Convido aos interessados para acessarem o site da FIESC e vejam os números e gráficos lá expostos. Eles revelam muito sobre a região, nosso município e nos ajudam a entender onde devemos melhorar.



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