Minha Cidade

Camboriú, uma ilha de problemas!

Por Alexandre Metsger

Camboriú nos últimos anos teve um grande salto populacional, foram inúmeros loteamentos e empreendimentos verticais espalhados pela cidade. Junto com as pessoas vem a questão da mobilidade, carros e mais carro trafegam por nossa cidade. Apesar das pequenas distancias entre bairros e o comércio, o problema se agrava, pois, o emprego acaba estando nas cidades vizinhas, ou seja, todas as manhãs e todas as tardes, o caos se instaura nas duas principais entradas da cidade, a Avenida Santa Catariana e a Avenida Santo Amaro. Conforme avança as obras da Avenida Santa Catarina, mais claro fica que os milhões investidos nessa via irão apenas amenizar o problema em questão. 

Com a separação política das duas cidades, Camboriú e Balneário Camboriú, a impressão que tenho é que essa separação gerou um rancor competitivo capaz de impedir qualquer cooperação entre as mesmas, é cada um por si, sendo que sua população se confunde no dia a dia. Separados pela BR 101 e o Rio Peroba é quase impossível passar um dia de trabalho sem cruzar essa fronteira. Porém, pouco ou nada se fala em um plano de mobilidade conjunto capaz de criar uma interação menos estressante entre as duas cidades. Temos problemas conjuntos praticamente em todas as áreas da administração pública, o mínimo que se deveria ter era um gabinete conjunto para tratar das soluções.

Sobre uma solução bem viável para a questão da mobilidade entre as duas cidades seria um binário pelo bairro São Francisco, hoje, o trânsito vai pela Avenida Santo Amaro em duas vias até a Dom Afonso, conhecida como via Gastronômica em Balneário. Com a criação de uma nova ponte ligando a Rua Santo Estevão a Rua Araquari em Balneário, sendo essa uma via somente de retorno a Camboriú, aproveitando que o trecho da Santo Amaro entre a Santo Estevão e a rotula na Coronel Benjamim Vieira não existe construções na beira da via, se faz necessário a duplicação, sendo duas faixas de ida e duas faixas de volta. Do trecho da Santo Amaro entre a rua Santo Estevão e a ponte já existente que liga a Balneário pela via Gastronômica, a rua passa a ser mão única em direção a Balneário. Para proporcionar a mobilidade dos moradores dentro do próprio bairro São Francisco, se faz necessário a criação do binário de retorno ligando a rua São Miguel, Santa Maria, Santa Aparecida até a rua Santo Antônio com poucas desapropriações passando ao final da rua São Carlos e São Bonifácio. Da rotula que liga a Cel Benjamim Vieira a Santo Amaro, uma nova via margeando o Rio Pequeno até o Loteamento Matinai, sendo a rua Presidente Costa e Silva continuada até encontrar essa nova via, proporcionando opção de saída e o desafogamento do transito no sinaleiro da rua Siqueira Campos com a Cel Benjamim Vieira.

Hoje, o m² do bairro São Francisco é o mais valorizado de Camboriú, sendo quase na sua totalidade dos terrenos vagos de propriedade das construtoras, inúmeros projetos de prédios estão surgindo nessa área. Com uma operação consorciada no bairro, através da venda de solo criado e TPC (transferência de potencial construtivo), facilmente é possível viabilizar essas obras de mobilidade. Nas duas maiores glebas vazias do bairro, encontra-se em fase de projetos 02 grandes empreendimentos, que através do EIV (estudo de impacto de vizinhança), pode ser pedido total o parcial dos recursos para viabilizar uma nova ponte como ação mitigatória dos impactos. Essa nova ponte seria mais uma ligação a nossa cidade vizinha, que também do lado de lá, tem uma grande gleba prestes a receber empreendimentos, acho que é hora das duas cidades sentarem para uma boa conversa sobre esse tema.

Na minha página do Facebook irei postar fotos e um vídeo explicativo para facilitar o entendimento: acesse www.facebook.com/alexandrecoldmetsger



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