Estresse: entenda como esta situação afeta sua saúde

Rogério Tolardo é Farmacêutico / Consultor de Negócios, Mestre em Ciências Farmacêuticas pela Univali, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV


Todos nós sentimos certo ponto de estresse no dia-a-dia e ele pode ser por vezes positivo, como por exemplo, promovendo a motivação necessária para termos uma performance melhor numa entrevista de emprego ou numa apresentação em público. Outras vezes, porém, o estresse pode ser bastante prejudicial, como quando se está parado em um trânsito intenso e barulhento. Nestas situações de estresse, as mãos ficam suadas, o coração bate mais acelerado, a respiração fica ofegante e dependendo do grau de estresse que a pessoa pode sentir, tremores e até mesmo náuseas.

Situações estressantes nos foram herdadas dos nossos antepassados como uma forma de nos proteger de predadores ou ameaças iminentes. Diante de um avento que possa nos colocar em perigo, o corpo entra em um estado automático de intensa atenção, fazendo com que certos hormônios sejam liberados na corrente sanguínea aumentando o estado de vigília, a energia e a frequência cardíaca disparam, a pressão arterial sobe preparando a pessoa para se livrar de uma situação adversa, promovendo a luta ou fuga.

Mesmo que a sensação de estresse seja de curta duração, estados físicos podem ser acompanhados de queimação no estômago, episódios de diarreia, micção e secura na boca. Se a pessoa estiver sofrendo de estresse por períodos prolongados, possivelmente poderá se tornar crônico, trazendo inúmeros problemas a saúde, a menos que se faça algo para corrigir este estado.

O sentimento que o estresse causa é de muito desconforto, muita preocupação, sensação de medo, irritação e nervosismo. Mas quando o estresse começa a interferir na vida normal, vem acompanhado de cansaço, incapacidade de concentração, a memória fica prejudicada e com o passar do tempo pode proporcionar desgaste do corpo e mente. Isso faz com que problemas pré-existentes sejam agravados como aumento da pressão arterial e consequentemente aumento do risco de infartos e derrames, aumento da obesidade, queda do cabelo ou fios enfraquecidos, e ainda, surgimento pelo corpo de áreas acometidas pelo herpes zoster, caso a pessoa sofra da doença.

Como vimos anteriormente, o estresse se torna um problema quando é excessivo e nos dias de hoje com tantas pressões, o estresse excessivo tem se tornado uma constante. Combater o estresse através de mudanças nos pequenos hábitos pode ser mais simples que possa se imaginar.

Mantenha o organismo saudável, por exemplo, procure dormir bem, consuma bons alimentos, promova momentos de lazer e de relaxamento, pratique atividades ao ar livre como caminhadas e exercícios, evite se expor a substâncias estimulantes, como: bebidas energéticas, cafés, álcool, tabaco e procure deixar o celular e a TV de lado em momentos de nervosismo. Ainda, em momentos de conflitos no ambiente de trabalho ou em brigas no lar, procure se afastar e evite conflitos diretos.

Se o problema persistir ou se ainda sentir cansaço ou falta de controle em situações estressantes, procure ajuda de um profissional. O psicólogo poderá orientá-lo no sentido de buscar as melhores formas de controlar e identificar as causas do estresse crônico, não deixe que o estresse atrapalhe a sua vida.




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