Mudança de Hábito

Treine a sua Resiliência!

por André Pereira Filho

Esta semana vou contar uma experiência em uma prova, algo que nunca passei antes. Quando a realidade não condiz com a expectativa e o treinamento, a prática que vale é a da resiliência.  

Dia 16 participei da primeira etapa da Copa Challenge Chayoyang de mountain bike. A largada foi no Rancho do Tinho, estrada geral do Braço, aqui em Camboriú. Etapa difícil, muito sol, calor e diversão para os mais de 500 inscritos.

Às 05:30 já estava preparando o café da manhã: o mesmo omelete de banana e aveia, pão integral, geleia e pasta de amendoim, acompanhados de café preto, forte e sem açúcar.

Às 06:30 a carona chega junto com a minha bicicleta pronta para a diversão, e seguimos animados para o local de prova.

Às 07:40 disputamos um bom lugar para alinhar na largada e às 08:15 larguei com o segundo grupo rumo a Cerro, sentido a Rua da Palha, pedalando forte.

Logo depois disso, subimos o Caeté em direção ao Joel. Chegar lá também é outra penitência: subir morro sem parar e sem sair de cima da bicicleta. Encontrei a descida, parte mais amada entre os ciclistas, e foi aí que tudo desandou.

Com as chuvas de verão a estrada ficou repleta de pedras, é muito fácil furar um pneu. No meu caso, furei logo os dois ao mesmo tempo e tinha apenas uma câmara reserva. Nunca furei um pneu nessa situação e estava na hora de eu passar um perrengue em uma prova.

Para minha sorte, ali perto tinha mais ciclistas com o mesmo problema e todos se mostraram solidários na medida do possível. Sinto muito orgulho em praticar um esporte que é ao mesmo tempo muito competitivo e individual, mas onde o que predomina é o espirito coletivo.

Como tinha quebrado o bico da minha única câmara reserva dentro da bomba, consegui duas câmaras com atletas que passavam por ali ilesos, além de uma bomba emprestada com o grupo presente. Mas aquele não era o meu dia: depois disso, o pneu furou mais uma vez e consegui uma terceira câmara, mas ela também furou.

Já passava do meio dia e eu estava alternando entre trote e a caminhada, até conseguir carona de volta em frente ao salão do Gustavo. Meditava sobre os erros cometidos, o pouco cuidado com o perigo na pista e a falta de ferramentas, lamentava não ter conseguido completar a prova. Mas dei graças a Deus, pois não sofri nenhum acidente grave ou passei mal pelo esforço excessivo.

Nessas horas devemos lembrar que certos riscos não valem o benefício da adrenalina e diversão. A prioridade é sempre chegar bem em casa!



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