Notas da Redação

Notas da Redação 539

Por Luiz Antonio Tecau

Sacrifício de Animais

Foi publicada uma reportagem no site do Linha Popular na última sexta-feira, sobre sacrifício de animais no bairro Rio Pequeno, num dos acessos ao Pico da Pedra. O local fica perto de uma cachoeira e o local é usado sempre para rituais de oferenda, provavelmente de alguma religião afro-brasileira. O link da reportagem foi compartilhado no Facebook e teve bastante repercussão, a maioria de pessoas chocadas com as imagens dos animais sacrificados. Sim, às imagens são impactantes. Mas é bom lembrar que a carne que consumimos no churrasco, na feijoada, no hambúrguer passaram por um processo que no final teve um animal abatido e retalhado, passando por vários processos até chegar nas nossas mesas. Nosso horror e indignação só aparece quando observamos uma cena de execução? Outro ponto que se destacou nos comentários: a intolerância religiosa, com alguns comentários declarando o ritual como "coisa do demônio". Pois bem, não sou um grande estudioso da Bíblia, mas uma rápida digitada no Google e já encontro uma passagem do livro de Levítico, que diz o seguinte: "E chamou o SENHOR a Moisés, e falou com ele da tenda da congregação, dizendo: Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando algum de vós oferecer oferta ao Senhor, oferecerá a sua oferta de gado, isto é, de gado vacum e de ovelha."

Ou seja: se sacrifício de animais em rituais de religiões afro é coisa do demônio, mas tá na Bíblia, como é que fecha essa conta?



Um choca mais que o outro?

Parquinho Dona Biata

A situação no parquinho é preocupante. O parquinho Dona Biata fica no centro, bem perto da ponte, e é muito movimentado. Passei essa semana no local, depois de ver um relato sobre às más condições dos brinquedos, feito pelo vereador Adriano Gervásio. Havia um escorregador com um buraco enorme, que poderia machucar as crianças que brincam diariamente ali. Esse escorregador foi removido, porém ficou outro, com um buraco menor, mas ainda assim perigoso. Uma farpa de fibra de vidro pode entrar na perna das criancinhas, trazendo problemas para a saúde dos pequeninos. Além do problema do brinquedo, os equipamentos da academia ao ar livre estão bem deteriorados e enferrujados. Alguns faltam partes e outros, quebrados, tem formato pontiagudo, o que pode ferir uma criança ou idoso que procure se exercitar no equipamento. Levei algumas fotos para a prefeitura, em busca de alguma resposta sobre a situação relatada. Segue a nota:

"É preciso ressaltar que a Secretaria de Obras de Camboriú não vem medindo esforços para atender as demandas existentes. Sobre as situações atuais dos parques e academias ao ar livre do município, o secretário de Obras, Alexandre Silveira, explica que os equipamentos já foram adquiridos recentemente e que agora depende do retorno da empresa, vencedora do processo de licitação, para que sejam realizadas as instalações dos mesmos. Uma vez que assim que a empresa fizer contato e repassar datas, a Secretaria de Obras fará todos os ajustes necessários, como por exemplo, retirada dos materiais danificados existentes e preparação para a instalação dos novos".

Que ótimo que as providências cabíveis estão sendo tomadas. Mas precisa chegar o material novo para recolher o estragado? E se alguém se machuca? Um problema que poderia ser evitado, não é?




Perigo para crianças e adultos

Lei de Incentivo à Cultura

A Bilocação é um fenômeno pode ser definido como o ato de estar em dois lugares distintos ao mesmo tempo. É algo muito raro, e segundo o catolicismo, São Francisco de Assis era dotado dessa capacidade. O escritor Isaque de Borba Corrêa não domina a bilocação, mas chega perto. O autor do livro "Balneário Camboriú e Camboriú - a história das duas cidades", que teve a 2ª edição lançada esse ano graças a Lei de Incentivo a Cultura de Balneário Camboriú, conseguiu recursos para lançar o mesmo livro, dessa vez pela LIC de Camboriú.

O que chama atenção é que em ambos editais se exige residência e domicílio comprovados de 2 anos no município de origem do edital. Como ele consegue residir em dois lugares ao mesmo tempo? Segundo a presidente da Fundação Cultural de Camboriú, Sandra Pereira, "todas às etapas foram rigorosamente cumpridas, sendo preenchidos todos os requisitos legais". E complementa: "até o momento, não houve nenhum registro oficial de denúncia sobre qualquer participante do projeto. Porém, caso haja oficialização de denúncia, serão tomadas todas as medidas legais cabíveis". Ou seja: se não houver reclamação, fica por isso mesmo.

Por ora, é isso



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