Notas da Redação

Notas da Redação 547

Por Luiz Antonio Tecau

Congratulações 

Vamos falar sobre moção de congratulação. Uma moção é uma homenagem concedida pelos vereadores a pessoas que se destacam de alguma forma na comunidade. Eu já recebi duas. Uma da Câmara de Florianópolis junto com outros autores, vencedores do Prêmio Miró de Literatura, e outra da Câmara Municipal de Camboriú, pelo meu trabalho como escritor. Também representei o Jornal Linha Popular no ano passado, quando o periódico completou 10 anos de fundação.

Na sessão do dia 20 de janeiro, uma indicação de uma moção levantou um debate sobre a banalização da honraria. Os vereadores ngelo César Gervásio e Inalda do Carmo criticaram a indicação do vereador Amilton Bianchet, que pretende homenagear um grupo de WhatsApp que grava situações que acontecem em Camboriú (na maioria das vezes sobre buracos nas estradas e mato em terrenos baldios)e publica nas redes sociais, pedindo que o poder público tome providências. A homenagem causou reação negativa, principalmente entre os profissionais da imprensa local.

Inalda declarou ter recebido muitas mensagens de profissionais de imprensa, colegas de profissão da vereadora, jornalista de formação. Mensagens indignadas com o deboche da indicação, que ofende os jornalistas de ofício, cada dia mais desvalorizados nesses tempos sombrios de fake news. Não fosse o suficiente, ainda temos um presidente da República que trata esses profissionais com frieza, sarcasmo e desrespeito.

Que essa indicação (e toda discussão que ela trouxe) sirva de alerta a todos os vereadores. Que tenham sabedoria ao homenagear os munícipes. Até mesmo para que a honraria não perca seu valor.


Inalda e Ângelo protestaram contra a moção para o grupo de WhatsApp

Mistérios no cemitério

Coisas sombrias estão acontecendo no cemitério municipal. E não se trata de assombrações ou outros eventos sobrenaturais. O que causa espanto são os funcionários que não podem preparar os túmulos para os sepultamentos. Isso mesmo. Um servidor do cemitério confirmou a denúncia, dizendo que não pode abrir o túmulo, apenas fechar após o sepultamento. Quando um familiar vai ao cemitério fazer os preparativos para o enterro, é orientado a procurar um terceiro, que faz esse serviço (abrir o túmulo), e que não é nada barato: o preparo varia de 700,00 a 400,00 reais, dependendo do que for feito. Segundo minha fonte, um homem, indicado pelo pessoal do cemitério, cobrou 400,00 reais para abrir o túmulo (remover o mármore e três placas de concreto). Porém, segundo informações da Secretaria de Finanças, a taxa de sepultamento, no valor de 70,00 reais, cobre esse serviço, que supostamente devia ser feito pelo servidor do cemitério. Entrei em contato com a prefeitura, que respondeu com seguinte nota:

"Primeiramente é preciso esclarecer que a Prefeitura de Camboriú preza por transparência em todas as suas ações, respeitando a dor de cada familiar e também buscando amenizar os transtornos que a situação apresenta diante do momento da perda de um ente querido.

Vale ressaltar que existe uma taxa municipal que é utilizada para cobertura dos gastos com o funeral, entretanto, essa taxa não pode ser utilizada para adequação de um jazigo particular construído de forma irregular.

Quanto ao serviço contratado, é importante esclarecer que não existe exclusividade de um único prestador e cabe ao particular a escolha para contratação dos serviços.

Por fim, frisamos que todos os padrões de construção de jazigos estão previstos Lei n 1700/2006, que dispõe sobre a construção, planejamento, organização e cessão de uso de lotes de terrenos dos cemitérios de Camboriú."


Cemitério do centro, alvo de denúncias de regularidades

Por ora, é isso



linhapopular sim




Logo branca.png

Copyright © 2017. Todos os direitos reservados | Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina