Saúde Mental

Dia Internacional da Mulher

Por Joyce de Almeida Cruz

No dia 8 de março comemoramos o dia internacional da mulher, data escolhida para simbolizar a luta, que aconteceu ao longo da história e que ainda se mantém, para que as mulheres tenham seus direitos reconhecidos e respeitados em meio a uma sociedade patriarcal. Mulheres morreram por essa luta, e por mais absurdo que pareça mulheres ainda morrem, continuam sendo desrespeitadas e violentadas todos os dias; as violências físicas e psicológicas estão presentes e quando não tiram a vida deixam marcas. Marcas de discriminação e preconceitos que insistem em dificultar a participação na sociedade como agente transformador da realidade.

Nossa luta não é de agora, e todo dia é dia de luta, e que mesmo no século XXI (hoje) ainda é tendenciosa ao retrocesso por dificuldade de compreensão ou omissão de alguns. A conquista por direitos ganhou uma série de ironias entre homens e mulheres que custam a entender do que se trata. Muitos desses julgadores reproduzem discursos machistas e sexistas que se perpetuam ao longo da história e não se dão conta (ou se dão conta sim) do adoecimento mental que isso promove nas mulheres.

A mulher conseguiu seu espaço no mercado de trabalho, ocupou cargos de liderança, se inseriu na política e em diversos espaços antes somente ocupados por homens. E ainda assim continua mantendo o "papel" anterior de cuidadora dos filhos e da casa (limpa, cozinha, faz compras, educa, etc). E, quando uma mulher se queixa de cansaço tem sempre alguns (homens e infelizmente algumas mulheres) que reproduzem a seguinte frase: "Mas não foram lutar por direitos iguais? Então agora que aguentem!".

Outra situação ainda pior é que muitas mulheres não entendem que adquirir direitos de igualdade não significa "acúmulo de funções". E, compreendo perfeitamente que as mulheres absorvem todas as demandas, dentro e fora do lar, mas vamos com calma porque você não tem super poderes como a mulher maravilha, pelo contrário você precisa de uma rotina dosada, e que as responsabilidades do lar sejam compartilhadas com as pessoas que vivem com você - marido, esposa, filhos, netos, amigos, etc.

A partir do exposto quero destacar a importância em se falar sobre a saúde mental da mulher. Até o momento deixei claro duas situações que podem provocar o adoecimento emocional: as violências que ainda existem nas mais variadas formas e também o esgotamento devido à sobrecarga com todas as demandas do trabalho fora e dentro de casa.

É preciso prevenir o adoecimento. É preciso compartilhar responsabilidades. É preciso encerrar ciclos quando necessário. É preciso sinalizar limites. Isso tudo em nome da saúde mental.

Previna o adoecimento e promova saúde (física e mental): cuide-se mais, invista em você mesma; pratique atividades físicas; respeite seu sono; prefira alimentação saudável; compartilhe as tarefas de casa com o marido, filhos, etc; tenha uma atividade especial pra si mesma, por exemplo: dança, pilates, chá com amigas, jogo de cartas, cinema, violão, dentre outras.

Fique alerta quanto a estes sintomas: instabilidade emocional, irritabilidade, isolamento, choro fácil, tristeza, ansiedade e cansaço. Nesses casos além da mudança no estilo de vida citado a partir das dicas provavelmente será necessário acompanhamento com psicóloga e em alguns casos com psiquiatria e uso de medicamentos.

Cuide-se! Ame-se!

Seguimos na luta!

Joyce de Almeida Cruz 

Psicóloga Clínica

CRP 12/11350

(47) 99905 2536 - whatsapp

Joyce.cruz.5473 - instagram



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