Saúde Mental

RESPEITO A DOR DO OUTRO

Por Joyce de Almeida Cruz

Antes que o mês termine é preciso falar que ele representa outras coisas além do carnaval. Dentre algumas ações de prevenção e promoção de saúde que acontecem neste mês quero chamar a atenção para a campanha fevereiro roxo e laranja. 

Até o momento não conheci ninguém que soubesse da existência desta campanha, eu mesma não conhecia. E, justamente por isso faço questão de chamar a atenção para compreensão do que esse mês representa para a saúde.

É uma campanha de conscientização sobre Fibromialgia, Mal de Alzheimer, Lúpus e Leucemia, no intuito de estimular o diagnóstico precoce e tratamentos que ofereçam qualidade de vida para as pessoas acometidas por essas doenças; no caso das três primeiras não existe cura e por isso a importância em se criar possibilidades de enfrentá-las: "se não houver cura que, no mínimo, haja conforto (lema da campanha fevereiro roxo)".

Mas como fazer isso? Existem maneiras de lidar com essas doenças que podem trazer qualidade de vida, especialmente através da mudança no estilo de vida trazendo hábitos saudáveis para o dia a dia, porém existe ainda mais uma maneira que pode favorecer nos tratamentos. Estou falando aqui sobre o respeito a dor do outro que pode e deve ser levada em consideração por todos (família, amigos, profissionais da saúde e etc.).

Qualquer pessoa quando está passando por algum problema de saúde acaba ficando mais sensível, mais chorosa, mais irritada, mais a flor da pele, e quando são desrespeitadas em sua dor, quando são desacreditadas, quando são questionadas a cerca da veracidade do que relatam sentem-se sozinhas para lutar e em muitos casos pensam em desistir dos tratamentos e da vida.

Não é porque a dor não possa ser vista e a angústia não possa ser palpável que significa que não sejam reais, uma das maiores contribuições para o tratamento dessas doenças consiste na validação da dor e do que realmente a pessoa está passando.

É importante chamar a atenção da sociedade para termos um olhar humano sobre o outro ser humano. "Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana (Jung)". Ou seja, deixe todos os "achismos" e ignorância de lado e seja empático, cuide do outro como gostaria de ser cuidado, tente sentir o que o outro sente antes de julgar, e seja sensível e acolhedor.

Nós da psicologia gostaríamos de compartilhar com todas as outras áreas do conhecimento e também com todas as pessoas de como um gesto acolhedor pode proporcionar força pra seguir em frente e que ajuda inclusive na adesão aos tratamentos.



linhapopular sim




Logo branca.png

Copyright © 2017. Todos os direitos reservados | Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina