Assédio Sexual

Assédio Sexual: Professor constrange ex-aluna com ofensas via Instagram

Assédio sexual é todo o comportamento indesejado de caráter sexual, sob forma verbal, não verbal ou física, com o objetivo ou o efeito de perturbar ou constranger a pessoa, afetar a sua dignidade, ou de lhe criar um ambiente intimidativo, hostil, degradante, humilhante ou desestabilizador. Foi esse tipo de assédio que a universitária G.K. sofreu essa semana, através da rede social Instagram. Ela recebeu uma mensagem com uma pergunta: "Quanto é o programa?" Perplexa e surpresa, ela responde com outra pergunta: "como assim?". Então, do outro lado da conversa, um homem de 40 anos se desculpa com a seguinte frase: "Desculpa, achei que você era de programa". E complementou: "Pelas fotos que você posta, pensei que fosse mais uma p**a". E os insultos seguem. G.K. é chamada de gorda e, ao dizer que tem namorado, recebe como resposta: "enfia teu namorado corno no c*".

Embora chocada, a garota não se intimidou: tirou print (cópia digital) da conversa e publicou no Twitter para expor o assédio e prometeu tomar providências como registrar um boletim de ocorrências e levar o caso ao conhecimento da Secretaria de Educação de Camboriú. Isso por que o homem que constrangeu G.K. é professor da rede municipal de ensino, lecionando em duas escolas no município de Camboriú.

A postagem repercutiu e gerou uma série de outras denúncias: outras garotas relataram que também sofreram assédio do professor. Houve também denúncias de que ele tem um temperamento agressivo e que teria agredido fisicamente uma namorada. A mãe de G.K, que também é professora, entrou em contato com o homem que assediou sua filha. Segundo ela, o professor demonstrou nenhuma preocupação. Disse que "não vai acontecer nada" e, entre risos, declarou: "as meninas que dão em cima de mim". 

Com a repercussão, porém, parece que o professor mudou de comportamento. Em uma carta dirigida ao um grupo de professores, ele declarou ser alcoólatra e que estaria se internando em um clínica de recuperação para dependentes químicos. Na carta, ele revela: "a bebida potencializa meus transtornos, antes controláveis facilmente".  

De acordo com o Conselho Tutelar de Camboriú, há 3 anos já foram registrados casos relacionados com esse professor. Mas os mais recentes, por se tratar de alunas maiores de 18 anos, não cabe mais ao Conselho as providências cabíveis. Mesmo assim, em uma reunião conjunta com a Secretaria de Educação foi definido que o professor será afastado para realizar tratamento, devido ao alcoolismo. A Secretaria de Educação emitiu a seguinte nota: "Vale esclarecer que não houve qualquer tipo de formalização da denúncia na sede da Educação. Após a reunião (com a equipe pedagógica e assessoria jurídica) ficou decidido que a Secretaria de Educação tomará todas as medidas cabíveis e necessárias, no âmbito administrativo e pedagógico, para que sejam apuradas supostas condutas inadequadas do docente".

A mãe de G.K. faz um apelo: que outras mulheres que já sofreram esse tipo de assédio, ou que venham a ser assediadas, tenham a mesma coragem que sua filha teve e que denunciem: "Se todas que forem assediadas denunciarem, essas pessoas que fazem esse tipo de coisa vão pensar duas vezes antes de mexer e humilhar uma mulher. É essa a mensagem que me filha quer passar, para que esse tipo de atitude não fique mais impune".


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