Famílias denunciam falta de cesta básica

08 Setembro 2018 08:24:00

Secretária alega que problema foi resolvido e na próxima segunda-feira chegam 400 cestas para serem entregues aos cadastrados

Em 12 de maio o Jornal Linha Popular trouxe uma reportagem sobre a falta de cestas básicas que eram entregues pela Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social a famílias carentes do município. Nesta semana, novas reclamações da comunidade surgiram apontando que a situação não foi resolvida. 

Marli Alves Rodrigues, 64 anos, afirma que desde março não recebe o auxílio mesmo tendo como dependente uma filha deficiente de 36 anos e uma neta de seis. As três precisam sobreviver com uma renda de R$ 130 do Bolsa Família para pagar despesas como comida, água e luz. "Não tenho como comprar alimento ou pagar minha luz. Quando vou lá buscar a cesta só dizem que não tem, que também estão esperando", explica.

A situação só não é pior, porque depois de perder a residência no Monte Alegre em uma enchente há alguns anos, Marli ganhou outra casa no bairro Santa Regina e assim não precisa pagar aluguel. Hoje o pouco dinheiro que entra é com a ajuda de vizinhos que doam roupas para ela revender como brechó.

Outra moradora afirma que a última cesta básica recebida foi no dia 13 de junho e desde então precisa sobreviver com o valor de R$ 80 vindos do Bolsa Família. Com o dinheiro ela precisa arcar ainda com despesas de medicamentos uma vez que está adoecida e é viúva. A única esperança que tem para sair dessa situação é quando conseguir se aposentar.

A Secretária da pasta, Andréia de Souza, explicou que a falta de cestas se deve ao tempo que levou a realização de um novo pregão que aconteceu no final de julho. A empresa que fornecia era de Balneário e a atual vencedora é de Campo Largo (PR). Ela ressalta, no entanto, que a situação foi resolvida e nesta segunda-feira (10) é esperada a entrega de 400 cestas básicas. "Tivemos que aguardar o procedimento legal das questões de documentação, depois fazer requisição e esperar pelo processo legal da prefeitura... Essas questões não se resolvem em um dia, cada departamento tem seus critérios. Mas, já foi resolvido e a compra já foi feita", alega.

De acordo com Andreia as cestas passaram a ser entregues a cada dois meses junto de uma visita da assistente social a fim de verificar a necessidade da família que está recebendo, pois a Secretaria vinha recebendo denúncias de pessoas que não precisavam e recebiam o beneficio.

Vereador solicitou compra emergencial

O vereador John Lenon conta que foi procurado por moradores reclamando a falta do beneficio há pelo menos dois meses e foi até o Centro de Referência em Assistência Social (CRAS), no bairro Monte Alegre verificar. Após a visita, ele fez uma indicação ao Executivo pedindo uma compra emergencial para que as famílias com crianças e idosos sejam priorizadas.

"Lastimável isso acontecer. Existe uma política pública garantida por lei, justamente para beneficiar as famílias mais carentes do município, e aqueles que mais precisam acabam sofrendo por falta de agilidade administrativa," comenta.



linhapopular sim




Logo branca.png

Copyright © 2017. Todos os direitos reservados | Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina