Homenagem

HOMENAGEM AO AFONSO, JOÃO AFONSO REBELO, O FILHO DO SEU BAGUÉ

Foto: Arquivo da família
João Afonso Rebelo, o Fonso, cercado por filhas e esposa

Jamais morre quem amamos de verdade. 

Jamais parte para sempre quem um dia fez parte verdadeiramente da vida da gente. 

Mais do que um amigo fiel e verdadeiro, o Afonso sempre foi um ser humano de coração gigante e nobres atitudes. 

Foram sessenta e seis anos de vida que deixam histórias engraçadas, exemplos de vitórias e um legado que vai alcançar o céu. Seu luta e seu sorriso são coisas do paraíso.

Teus rins não venceram mais a tarefa de purificar teu sangue, mas teu coração jamais deixou de amar. Tua mente constantemente compreendeu tudo, pois tua lucidez e vontade de viver sempre encantou a todos. Foram anos de luta e de exemplo, agindo com bom humor mesmo em meio à dor. 

O nome Afonso significa "inclinação nobre", "pronto para a nobreza", "nobre aptidão". Amigo, irmão, filho, cunhado, pai, avô, tu FOSTES UM NOBRE EM NOSSAS VIDAS! 

Antes de ser Afonso ele era João. E João significa "Deus é cheio de graça", "agraciado por Deus". Nós é que fomos agraciados por Deus com tua vida entre nós.

Somando-se a João e Afonso temos Rebelo, que se traduz por bondade, amizade, trabalho, honestidade, simplicidade, mas na verdade significa Bagué. Aquele pai que partiu antes do filho mais velho, o Afonso, o nosso Afonso, e de quem nós e essa cidade têm muitas saudades. 

A emoção, transparência e franqueza com que ele falava da vida comovia quem o sabia escutar. Seu corpo fraco e combalido pela diabetes e as seções de hemodiálise, levado e trazido pelos irmãos, a família e alguns amigos, não deixava de ser grato por cada um.

Nunca desistia, sempre tinha uma palavra de elevação, um espírito forte, um homem que jamais se deixava abater pela doença e a dor. 

Um dia lhe perguntei se estava preparado para tudo e ele me disse: "Ainor, a gente já sabe que um dia vai morrer, mas eu vou fazer de tudo para ficar o máximo de tempo que eu puder. A gente sempre pode se cuidar melhor, mas não vou desistir."

Afonso, mais que motorista, um mecânico, era um artista no volante. Agora ele será motorista das carretas do Nosso Senhor nas estradas do Paraíso. Quem embarcar com ele estará seguro.

Quem conviveu com o João Afonso sabe que ele foi um presente de Deus nessa terra. Um homem trabalhador, disposto e colaborador, um amigo em quem se podia confiar, conviver e amar.

Antes de ser João Afonso ele era um ser humano de coração, um amigo sério, bem humorado e cheio de gratidão pela menor aguda em suas dificuldades de saúde. Nas estradas da vida, na boleia dum caminhão, cortava estradas perigosas e muitos perigos venceu. Hoje parte, mas de quantas partidas escapou na jornada perigosa da vida?

Deixaram todos cheios de saudade, mas ninguém mais que Maria (sua mãe), Nair (sua dedicada esposa, quase uma enfermeira) e sua linda e dedicada família.

Com Afonso não se falava de tristeza, mas de alegria, do lado bom da vida, da necessidade de enfrentar a dor, do perdão e do amor, da fortaleza na fraqueza, da atenção e da boa conversa, do olhar sem pressa.

Quanta esperança no olhar, vontade de ampliar a casa, receber os amigos, visitar os pais, falar dos netos, lembrar da jornada da vida.

Quando vamos poder conversar e sentir o teu olhar, beber da tua atenção, rir das tuas brincadeiras, das gozações que fazia de ti mesmo, da paciência com teu corpo e com os outros. 

Amado Afonso, essa homenagem não é para te dizer, assim como os familiares sempre comentavam: jamais teu sorriso e entusiasmo pela vida vão se apagar da nossa mente.

Vamos fazer correr em nossas veias o sangue do teu carinho e do teu amor. 

Sigamos sempre com a bússola apontada para Jesus. Ele é o nosso Norte, aquele que nos faz vencer inclusive a morte.


Ainor Francisco Lotério



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