Pequeno Arthur precisa de doação de medula óssea

11 Março 2018 11:28:18

Cadastro pode ser feito nas unidades do Hemosc em Blumenau ou Florianópolis

Foto: Arquivo Pessoal

Os pais do pequeno Arthur Inácio Matheus, de dois anos e oito meses, iniciaram uma campanha intitulada "Arthur Guerreiro" em busca de um doador de medula óssea compatível. A família que mora em Camboriú, descobriu a doença no final de 2017 após Arthur passar por um quadro de febre alta sem manifestar nenhuma infecção aparente. O exame mielograma apontou um comprometimento de 99,2% da medula. 

Arthur foi transferido do Hospital da Unimed onde estava internado para o Hospital Santo Antônio, em Blumenau, e desde dezembro já realizou três protocolos de quimioterapia. Como a doença não regrediu o suficiente, os médicos concluíram que somente através de um transplante ele estará curado. "Se parar a quimioterapia, a doença reincide", explica a mãe Eliziana Inácio Mateus, 24 anos.

Os primeiros a passarem pelo exame de compatibilidade foram os pais e parentes mais próximos, mas infelizmente nenhum foi 100% compatível. Quem tiver interesse em ajudar, pode procurar o Hemosc mais próximo (Florianópolis ou Blumenau) e pedir para se cadastrar no banco de doadores. "A pessoa pode ser compatível com o Arthur ou com qualquer outra criança", ressalta Eliziana.

Nesta sexta-feira, o pequeno ganhou alta hospitalar mais uma vez e a família pôde retornar para Camboriú à tarde.

Como funciona a doação

A medula óssea é responsável pela produção de sangue (hemácias, leucócitos e plaquetas) no organismo. O transplante consiste em substituir uma medula doente por uma sadia. Dados do Hemosc apontam que a chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de um em 100 mil.

Para ser doador é preciso ter entre 18 e 55 anos completos e estar saudável. Ao se cadastrar, são coletadas 5ml de sangue para tipagem e classificação, então os resultados são registrados no REDOME (Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea).

A doação pode ser realizada através de um procedimento cirúrgico - onde a medula é retirada por meio de punções com agulhas, ou usando medicação para que as células da medula sejam levadas para a corrente sanguínea e retiradas pela veia de acordo com a orientação médica para o caso. Os doadores retornam às atividades em uma semana após o procedimento e a sua medula óssea se recompõe em até 15 dias.



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