Terrenos Baldios

Terreno baldio vira depósito de lixo no centro de Camboriú

O imóvel fica do lado da Apae e coloca em risco a saúde da vizinhança

Desde o primeiro semestre deste ano, o acúmulo de lixo no terreno baldio da Rua Valmir Zanette vem trazendo desconforto e incômodo aos funcionários e alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). Sacolas cheias de resíduos, armários, entulho, água parada, e até mesmo a placa de localização da rua são possíveis de identificar no local.

Lisete Schimitt Garcia, presidente da APAE, conta que há dois meses vem se movimentando para que medidas sejam tomadas em relação ao lixo do terreno. "Um amigo nosso foi até os canais competentes da prefeitura para averiguar e tomar providências referentes a isso", diz.

Como presidente da associação, Lisete diz que busca sempre abordar a sustentabilidade com os alunos, e que os ensina a jogarem o lixo de forma apropriada. Muitas vezes, até reúne alguns para recolherem um pouco dos ""resíduos" próximos ao local, para evitar que a sujeira se aproxime mais, o que acaba por vezes sendo inevitável, já que o terreno é bem em frente a entrada da associação. "Fica chato, o pessoal vai estacionar, olha pro lado aquela imundice ali, dá até para ver aqui pela janela, a gente fica observando, é horrível aquilo ali, dá uma má impressão." 

O surgimento do lixo é desconhecido, pois durante o horário de expediente dos funcionários não foi possível observar pessoas levando o lixo até o local. "Enquanto, a gente tá aqui, não vê nada.Vemos que tem material, até a placa da rua que era ali da esquina da nossa escola, tá jogada ali, ninguém sabe quem que joga", acrescenta Lisete. Além do lixo ser prejudicial a natureza do local, em muitas manhãs, cavalos pastam pelo terreno, entrando em contato com o lixo e o espalhando ainda mais.

Após meses de tentativa, Lisete ainda conta que não sabe o que fazer, pois mesmo depois do contato de seu amigo com a prefeitura, ninguém foi ao local para realizar a inspeção e resolver o problema.

Pedro Augusto de Mendonça, Coordenador de Endemias, explica que para ser realizado a identificação do proprietário do imóvel, deve ser feita uma denúncia na Vigilância Epidemiológica ou na Fundação do Meio Ambiente (FUCAM). Feito isso, agentes epidemiológicos saem para visitar e identificar os locais que se tornaram depósito de lixo. Com a identificação, uma notificação é emitida para a Fundação do Meio Ambiente, que emite um aviso ao proprietário, após o recebimento, ele terá um prazo de 10 dias para realizar a limpeza do terreno e responder a notificação. Se o proprietário não for localizado, é publicado o nome deste em um edital, informando que será feita a limpeza do lote dele, que houve uma tentativa de contato com o mesmo, e que será agregado um valor às despesas do terreno, por conta da limpeza realizada através de serviços públicos, o valor pode chegar até três mil reais.

Ele ainda diz que a demanda de denúncias é muito alta no município, chegando a cerca de 200 reclamações feitas a partir da metade do ano. "Muitos proprietários não têm o entendimento de manter esse local limpo, com um manejo correto para evitar a proliferação do Aedes aegypti, ratos e caramujos." diz ele, e ainda acrescenta que eles estão buscando cobrar mais, para que os proprietários possam realizar a manutenção correta destes locais.   






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