Campanhas incentivam comunidade a doar sangue

Dois moradores contam como se tornaram doadores após saberem de outras pessoas que precisavam de ajuda

Kássia Salles /LP
Foto: Arquivo LP/Schaline Rudnitzki
Mauro Wergenes dou sangue pela última em novembro de 2017; a boa ação começou em 1992 quando um vizinho precisou de ajuda

Especial para LP

A doação de sangue pode ser uma maneira rápida e simples de ajudar o próximo. Jordelino Nascimento Filho, 39 anos, doou pela primeira vez durante a campanha para encontrar um doador de medula para o menino Arthur Inácio Mateus, que tem leucemia. Ele e a esposa, Sandra, foram dois dos cerca de 1200 mil voluntários que se cadastraram no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME).

Na última quinta-feira (14) foi celebrado o Dia Mundial de Doação de Sangue. De janeiro a 11 de junho deste ano, já foram realizados 58.445 mil doações em toda Santa Catarina. Em 2017, 117.776 mil doações foram realizadas ao longo do ano.

"Aproveitei que estávamos lá e fizemos a doação completa", conta o auxiliar administrativo. Apesar do desejo de doar sangue ser antigo, foi só com a campanha que ele foi realizado. O centro de doação de sangue mais perto de Camboriú fica em Blumenau. O Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc) é o responsável por coletar e armazenar as doações.

E Jordelino garante que a intenção é voltar a doar assim que houver outra oportunidade. Ele e a esposa, além de doadores de sangue, também estão cadastrados para doação de medula óssea.

A vontade de ajudar alguém que esteja doente foi também a motivação de Mauro Wergenes, 47 anos. Ele fez sua primeira doação em 1992, quando um vizinho foi hospitalizado e precisava de sangue. A família fez uma campanha e foi assim que o motorista de transporte escolar se tornou um doador.

Desde então Mauro doa pelo menos uma vez por ano e sempre que tem a oportunidade de ir até o Hemosc. A família dele não consegue doar por problemas de saúde, mas ele acredita que, se não fosse por isso, seriam doadores também.

Quem pode doar sangue

Para ser doador é preciso ter idade entre 18 e 69 anos. Doadores de 16 a 17 anos são aceitos para doação se estiverem acompanhados e autorizados pelos pais e/ou responsável legal. Para quem vai doar pela primeira vez, a idade limite é de 60 anos.

Também é preciso estar em boas condições de saúde, não ter feridas ou machucados no corpo e pesar acima de 50 kg. No Hemosc, deve-se apresentar documento de identidade com foto, emitido por órgão oficial, como o RG, a carteira de trabalho, carteira de motorista, etc.

Na noite anterior à doação, é preciso ter repousado bem e evitar o jejum. A recomendação do Hemosc é fazer refeições leves e não gordurosas nas quatro horas que antecedem a doação e evitar consumo de bebidas alcoólicas nas últimas doze horas.

Depois da doação, não se pode fumar por pelo menos duas horas, praticar exercícios físicos e atividades perigosas ou dirigir caminhão, ônibus em rodovias, etc., por mais doze horas. Também é preciso ficar por 15 minutos no serviço hemoterápico e não dobrar o braço do qual o sangue foi retirado durante todo o dia, para evitar sangramentos e hematomas.

O intervalo entre doações para as mulheres é de 90 dias, ou seja, três doações por ano. Para os homens o período é mais curto: de 60 dias - o que resulta em quatro doações a cada 12 meses.

Não podem doar sangue quem teve hepatite após os 11 anos, quem tem ou já teve hanseníase, hipertireoidismo ou tireoidite de Hashimoto, alguma doença auto-imune, Doença de Chagas, AIDS, problemas cardíacos (com necessidade de declaração médica) diabetes ou câncer. Além disso, quem fez ou faz uso de alguma droga ilícita, gestantes ou mulheres que amamentam bebês menores de um ano.




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