Coronavírus

Coronavírus: sintomas, transmissão e prevenção

O que você precisa saber sobre o novo coronavírus para evitar o contágio da doença

O Dr. Carlos Machado esclareceu algumas dúvidas sobre o novo Coronavírus. De acordo com o médico, o Sars-cov-2 provoca uma síndrome gripal, que parece uma gripe, mas que tem alto contágio. "Vai pegar o mundo inteiro? Vai. As próximas semanas vai ser uma explosão de casos, e agora em março e abril, o mundo vai parar", conta.


A pandemia significa que uma doença infecciosa se espalhou entre a população de uma grande região geográfica, como um continente. No caso do Coronavírus, segundo os dados da Organização Mundial de Saúde, até a noite da última quarta-feira (18), foram registrados 207.855 casos da doença em 166 países, destes casos, 8.648 resultaram em mortes. 


O vírus se transmite facilmente, ou seja, é necessário redobrar os cuidados de higiene pessoal. Dr. Carlos aconselha a frequentemente lavar os nariz e a boca com água, e também manter as mãos higienizadas com água e sabão. "É um vírus que a gente respira, por isso lavar o nariz é mais importante, porque se eu lavo ele na pia com água, eu to tirando poeira, vírus e bactérias. Se eu passo a mão no nariz, ai sim, eu devo lavar com água e sabão.", explica. 


O principal grupo de risco são pessoas idosas, acima dos 65 anos. Os idosos necessitam de uma proteção maior, o médico conta que é comum pais deixarem crianças com os avós, mas que agora com a pandemia, esse hábito deve ser evitado, pois os pequenos são vetores da doença e carregam vírus com facilidade. Grávidas também devem redobrar o cuidado, pois se forem infectadas passam a doença para o bebê.


O corona é um vírus que pode demorar até duas semanas para apresentar sintomas, e que durante esse tempo o infectado pode estar transmitindo mesmo sem saber que está doente. Por isso, a partir do momento que apresentar os primeiros sintomas de gripe, a pessoa deve entrar em isolamento, caso apresente falta de ar e dificuldade para respirar, deve-se rapidamente procurar uma unidade de saúde, pois na sequência dos dias, o quadro pode evoluir para uma Broncopneumonia viral, que só é diagnosticado com uma tomografia, já que exames como raio-x não são eficientes neste diagnóstico. 


Infectados que apresentam falta de ar e dificuldade para respirar devem ser entubados rapidamente, porque no respirador, o paciente receberá ventilação e oxigênio, que a doença impede o pulmão de trabalhar normalmente. "O problema é falta leitos, a Itália que é um país de primeiro mundo teve que fechar centro cirúrgicos e remarcar cirurgias para poder utilizar os respiradores destes locais", conta Dr. Carlos. 


Com um sistema de saúde precário no Brasil, a melhor alternativa é prevenir e evitar que o vírus se espalhe, pois faltarão leitos e respiradores para tratar os casos mais graves da doença. 


"A maioria das pessoas vai pegar uma gripe e nem percebeu que teve", conta Dr. Carlos. Isso porque o nosso organismo irá criar anticorpos que combaterão a doença, mas da mesma forma, durante os dias que estiver infectado irá transmitir o vírus para todos que entrar em contato, e pessoas que não possuem uma boa imunidade serão prejudicadas. 


Para Dr. Gustavo, a situação deve estar muito pior do que estamos vendo, pois a maioria dos casos diagnosticados até o momento são em grandes hospitais com boa estrutura e das capitais do país. Cidades pequenas ou periferias já devem apresentar casos que não estão sendo tratados e nem contabilizados pela falta de estrutura e diagnóstico. 

 

A taxa de letalidade da doença é de 3% a 6%, a cada 100 pessoas, 3 ou 4 podem morrer. Se o maior número de infectados forem idosos, essa taxa aumenta para 15% a 20%, ou seja, a cada 5 idosos, 1 vai morrer.


"O ano de 2020 vai ser caótico", diz Dr. Carlos. Além das mortes, o vírus vai quebrar financeiramente muitas empresas e deixar muitos desempregados. Com o fechamento de comércios, aeroportos e fronteiras, todos vão ser proibidos de sair de casa, menos os que trabalham nos serviços essenciais como saúde, alimentação e segurança. "É uma epidemia grave. A coisa já explodiu", diz o médico. 





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