O lago que virou praia em Camboriú

19 Novembro 2018 19:12:11

Você já ouviu falar do Lago da Mina Ouro Preto? Trata-se de um lugar de rara beleza, a 4km de distância de centro de Camboriú. O lago, localizado no bairro Rio do Meio, esconde-se atrás do que foi uma mina de onde era extraída brita, hoje desativada.

O grande lago atrai banhistas, que entram na propriedade através de uma abertura na cerca, já que o portão principal está fechado com um cadeado. Mais adiante há um segundo portão, semiaberto. Do primeiro portão até o lago é preciso caminhar por cerca de 10 minutos, num terreno com duas subidas e bastante mato ao redor. Um lagarto passeava tranquilamente no dia que fomos conhecer o local e fotografar o lago.

Segundo pessoas que já foram ao lago, o lugar é bastante concorrido, principalmente aos finais de semana, onde famílias dividem o espaço com outros banhistas e fazem até churrasco nas margens, sob a sombra da vegetação.

A cor da água impressiona: uma tonalidade azulada, que encanta e convida ao banho. Mas essa água, dentro de um lago de onde foi extraído matéria prima para a produção de brita seria apropriada para o banho?

Segundo o engenheiro ambiental Maurício Fernandes, diretor da Fundação do Meio Ambiente de Camboriú, a FUCAM, ainda não foi feita uma análise naquela água para saber se ela pode ser utilizada para banho. Como era uma mineração de calcário, que se dissolve na água muito facilmente, misturada ao magnésio, dá origem ao que os técnicos chamam de "água dura", ou seja, uma água com alto teor de cálcio e magnésio. Segundo o técnico, é preciso ingerir muita água da lagoa para ter algum tipo de malefício. Maurício compara a água do lago Ouro Preto com as águas de Bonito, município do estado de Mato Grosso do Sul: "é uma região rica em rocha calcária, que causa essa claridade na água. A rocha calcária tem o poder de aglomerar as partículas que estão ali e sedimentar. Por isso a água fica com essa tonalidade azulada", explica.

Maurício faz uma ressalva: a água, a princípio, não oferece risco. Mas se por tratar de uma pedreira abandonada, onde não se sabe ao certo a profundidade e pessoas mergulham de cabeça, o maior risco de acidentes é físico, risco de fratura ou luxação, por exemplo. "Risco químico e biológico a gente desconhece, mas imagina-se que não exista esse perigo", conclui.




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