Audiência Pública

Vereadores afirmam que falta de Segurança Pública em Camboriú é omissão do Estado

15 Maio 2018 15:54:00

Encontro na Câmara discutiu violência no município com presença de autoridades e associações

Foto: Kassia Salles/LP

A Audiência Pública que discutiu a segurança pública em Camboriú se estendeu até o final da tarde desta segunda-feira (15). Com início marcado para as 14h, foi só perto das 14h30 que as autoridades começaram a compor a mesa. Representantes das polícias Militar e Civil do município e da região, Bombeiros, Conselho Tutelar e sociedade civil organizada participaram da discussão, requerida pela vereadora Jane Steffen (REDE) e organizada pela Câmara de Vereadores.

Jane justificou a necessidade da audiência com o número de homicídios na cidade este ano, que já somam 10 casos. O plenário ficou composto basicamente pelos vereadores, membros de associações e poucos moradores. Quem dirigiu a discussão foi a presidente da Casa, Márcia Freitag (PSDB). O delegado da 29ª Delegacia Regional de Polícia, David Tarcísio Queiroz de Souza, foi um dos que mais falou, rebatendo críticas especialmente por parte dos vereadores, que falaram sobre o "descaso" do antigo secretário de Segurança Pública de Santa Catarina, César Grubba.

Inalda do Carmo (DEM) criticou o "Estado [de] omisso" e afirmou que Grubba não conhecia e não buscava conhecer Camboriú, e em visita feita pelos vereadores à Secretaria, ele havia feito promessas que nunca cumprira. Márcio Pereira (PV) também afirmou: "Para eles Camboriú não existe". Ele e Inalda usavam a camiseta da campanha "Camboriú Merece Respeito", reforçando as críticas.

O Comandante da 1ª Companhia da Polícia Militar de Camboriú, Tiago Teixeira Ghilardi, bateu na tecla da segurança no trânsito. "Em Camboriú, se investe mais na dengue do que no trânsito", pontuou. Segundo ele, são 56 mil veículos cadastrados em Camboriú, com 43 mil Carteiras Nacionais de Habilitação emitidas. Ele apontou quatro possíveis soluções para os problemas de segurança na cidade: criação de mais programas de contra turno escolar, geração de empregos, identificar lares problemáticos e campanhas de prevenção, seja contra as drogas ou sobre o trânsito.

Participaram ainda da Audiência o Delegado da Polícia Civil de Camboriú, Mauricio Pretto; o procurador-geral da prefeitura, Hélio Cardoso Derenne Filho; Sargento João Paulo, representando o Tenente Rodrigo Schardong, comandante do 3º Pelotão de Bombeiros Militares de Camboriú; Major Sebastião, representando o Tenente Coronel Evaldo Hoffmann, comandante do 12º Batalhão da Polícia Militar de Santa Catarina; O vereador Ângelo Gervásio representando a 43ª subseção Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); Alecxandra Vitorassi, Secretária de Educação; Ivan dos Santos Leal, Presidente do Conselho Comunitário Municipal de Segurança (Conseg) do bairro São Francisco de Assis; e Manoel Mafra, conselheiro tutelar, que representou o presidente do conselho, Diego Raphael Pereira.

Comunidade pede segurança nas escolas

Mari Inez Fantoni é professora na escola Andrônico Pereira, no bairro São Francisco de Assis, e afirma que a educação e o respeito dos alunos com os profissionais é algo que falta. "Recentemente tivemos casos de alunos e até pais e mães xingando professoras. As crianças não vêm para a escola, mas ficam na porta na hora da saída. Além de tudo, pessoas com álcool e drogas vivem perto da escola, e isso pode influenciar alunos", conta. Lá já foi instalada a Rede de Segurança Escolar da PM, mas só há um policial responsável por todas as escolas.

Ela, que mora no bairro Rio Pequeno, reconhece que todos os problemas estão interligados. "Tem que começar na escola. Se não cortamos logo no começo, as coisas tomam proporções grandes", pontua.


linhapopular sim




Logo branca.png

Copyright © 2017. Todos os direitos reservados | Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina