Linha Entrevista

10 perguntas para Jane Stefenn (REDE)

Em seu ponto de vista, quais os grandes problemas da cidade? De que forma seria possível solucioná-los?
R:
A cidade tem problema em quase todas as áreas. Para resolver isso, é necessário aumentar a receita do município. Precisamos de uma visão diferenciada para crescimento e desenvolvimento econômico. Temos hoje dois pontos de maior potencial que não tem investimento nenhum e assim, infelizmente, fica difícil atrair investidores. Investindo nesses pontos vamos conseguir atrair grandes indústrias e gerar mais empregos, deixando de lado a imagem de "cidade dormitório". 

O que está no caminho certo e o que precisa mudar em Camboriú?
R:
A população questiona muito não só sobre infraestrutura, mas saúde e educação. Com o atual recurso, não temos um governo possível. Estamos longe do governo ideal, isso é um fato. Para tornarmos isso possível é necessário priorizar o aumento da receita. As pessoas dizem que a cidade cresceu com administrações passadas, mas volto a questionar: o que é a cidade crescer? Uma cidade que cresce e desenvolve tem o mínimo de oferta para população nas áreas de maior necessidade. Nada, atualmente, está no caminho certo em Camboriú. Para mudarmos essa história, precisamos investir no turismo rural; políticas de indústria; capacitação de fiscais; e nas regiões de maior potencial industrial na cidade, para gerarmos empregos e, assim, pensar com responsabilidade no verdadeiro desenvolvimento econômico de Camboriú. 

Sobre o trabalho do Legislativo, o que pode ser feito além do que já é oferecido?
R:
Precisamos aproximar a Câmara de Vereadores da população e ajudar o município financeiramente, a crescer. Além disso, os parlamentares precisam estreitar o diálogo com o Executivo. Enquanto tiver guerra entre poderes e ego, Camboriú não vai crescer. Acredito que precisamos fazer mais edições da Câmara Cidadã, para atender demandas da comunidade e para que os moradores possam conhecer seus representantes. Como vice-presidente, não consigo fazer isso sozinha. Apesar de estar defendendo a ideia. A 1ª edição da Câmara Cidadã veio após um pedido meu. Outra edição iria acontecer no Distrito do Monte Alegre, mas, infelizmente, as entidades que deveriam ser parceiras se negaram a realizar os serviços para a comunidade. Bato também na tecla de criar um projeto de Câmara Itinerante, que leva as sessões para os bairros. Isso é uma forma de resgatar a credibilidade da Casa do Povo. 

Você acredita que a Câmara Municipal está sendo produtiva na sua atuação em sintonia com o cidadão?
R:
Acredito que temos vereadores compromissados, que querem fazer o seu melhor. Mas o Legislativo ainda é muito amarrado. O povo tem uma imagem diferente do que é a realidade, ainda nos cobram como se tivéssemos o poder de execução. Essa questão da sintonia com o cidadão tem melhorado bastante, apesar disso. Talvez um projeto de câmara itinerante, com sessões ordinárias nos bairros, para que nos conheçam, possa mudar isso. É uma câmara atuante, apesar dos gastos absurdos. 

O que tem feito para que cidadão que votou em você fique satisfeito com seu trabalho?
R:
Tenho cumprido meu papel de vereadora. Faço o meu melhor em termos de fiscalização, elaboração de leis, cobrando o executivo para execução da legislação que já existe, buscando recursos para a cidade e me aproximando ao máximo da população. A boa execução dos meus trabalhos vai muito da visão do eleitor. Tem gente que não quer político para cidade, quer pra si, pensando em favorecimento pessoal. Esse tipo de eleitor não vai gostar do meu trabalho. Ninguém precisa de políticos de estimação, mas sim aqueles que amam a cidade. 

O vereador é o agente público mais próximo da população e é muitas vezes visto nas ruas. Atualmente, com a população desacreditada nos políticos, você se sente seguro para exercer seu trabalho?
R:
Eu nasci do povo. Quem nasce do povo não morre e eu, obviamente, não perdi minha essência. Eu como fiscalizadora tenho muito trabalho, a cidade enfrenta sérios problemas. Isso me impossibilita de tomar café com os eleitores, por exemplo. Mas me sinto segura de andar nos bairros, independentemente dos horários, porque eu tenho a confiança de saber que meu dever está sendo cumprido. 

O que um vereador precisa para realizar um mandato produtivo e que beneficie a comunidade?
R:
Primeiramente, conhecimento. O vereador precisa entender o que está fazendo e que é um funcionário do povo. Ele deve cumprir o trabalho da melhor maneira possível e saber que está entrando para fazer a diferença. Se eleito, ele deve assumir sem pensar em causa própria ou pequenos grupos, mas sim trabalhar para a coletividade. 

Como vereador você tem reivindicado melhorias para a comunidade? Como tem feito isso?
R:
Reivindico os direitos do povo por meio de requerimentos, pedidos de explicações sobre leis não cumpridas e faço indicações de pedidos da comunidade. Além disso, e da fiscalização, ainda busco recursos para a cidade e tento discutir com o Executivo alternativas para uma cidade melhor. Procuro fazer o meu melhor dentro das minhas possibilidades. 

Qual a análise você faz dos três anos de administração do prefeito atual?
R:
A falta de experiência e de conhecimento em gestão e políticas públicas dificultou a gestão do prefeito. Não temos o governo que esperávamos, nem uma semente plantada para o futuro. O prefeito não tem cumprido metade das metas. Algumas ações, como a reforma administrativa, não foram feitas por falta de conhecimento. A cidade está perdendo um tempo que não poderia porque ele não toma atitudes de gestor. Além disso, opta por contratar profissionais desqualificados e faz acordos com o Legislativo que acabam prejudicando o próprio Executivo. 

Em relação à transparência, você acha que está sendo feito um bom trabalho na divulgação dos gastos da casa legislativa? E o que ainda precisa ser melhorado em relação a isso?
R:
O Portal da Transparência é uma ferramenta que leva informações para a comunidade sobre os gastos na Casa do Povo e, com atualizações frequentes, serve como aliada na fiscalização do nosso trabalho. Mas infelizmente, a comunidade ainda não o conhece, assim como não sabe as atribuições dos vereadores. 

Espaço para as suas considerações finais e mensagem aos nossos leitores.
R:
Minha mensagem aos moradores é para que prestem atenção em tudo que já aconteceu com a cidade e tudo que está acontecendo. Não podemos permitir que Camboriú continue nessa situação. A gente precisa fazer uma análise, aprender a votar, ver o que a cidade precisa realmente e quem são nossos representantes no Executivo e Legislativo. O cidadão precisa mudar. Muita gente não quer política para cidade, mas sim para si. Quem defende esse tipo de pensamento não deve gostar do meu trabalho. Minha preocupação, trabalho e dedicação são por causas maiores. Por conhecer a cidade, suas dificuldades e por estar tanto tempo legislando, preciso da efetividade das leis e vou colocar meu nome a disposição para a eleição municipal do Executivo. 




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