Política

Os planos da Administração Municipal para 2019

02 Fevereiro 2019 21:13:00

Reforma Administrativa, Parque Inundável, mudanças no secretariado e mato nas ruas: estes foram alguns dos temas da entrevista com o prefeito municipal, Elcio Rogério Kuhnen

Prefeito, o que os camboriuenses podem esperar da sua administração em 2019?

O ano de 2019 será melhor que os anteriores em relação a execução de obras, como o Centro de Convivência, o Creas, inauguração de duas unidades de saúde, dois colégios com obras em andamento: um no Cedro e outro no Santa Regina, além de outro no bairro São Francisco de Assis.Também destaco o Centro de Apoio de Atendimento do Cidadão, que será inaugurado semana que vem no Distrito do Monte Alegre. São obras que serão ferramentas da gestão para aproximar a população, para ouvir mais a população e também para dar celeridade ao desenvolvimento da cidade. 

Das obras citadas, qual o senhor destaca como a mais importante para a comunidade? 

Todas elas têm importância. Na mobilidade urbana temos a pavimentação das ruas Daniel Silvério; São Miguel, Santo Estevão, São José e Santa Madalena; se pensar na Terceira idade, a importância de ter um centro de Convivência no Distrito(que hoje não possui) A reabertura do Ginásio Irineu Bornhausen com a reforma, o sistema de ar-condicionado em todas as salas na Escola Abalor Américo Madeira. Estamos tentando um investimento de mobilidade orçado em quase 10 milhões de reais para pavimentação asfáltica ao redor do Fórum, rua Paramaribo, rua São Paulo, um trecho da rua Roma, rua Ancara, entre outras que precisam de reparos. Também destaco a reurbanização do Parque Linear, a reabertura do Parque, que é uma obra que está muito lenta e que já era para estar pronta. Também é preciso ouvir a comunidade sobre a construção de um novo cemitério na cidade. Isso trará muitos benefícios para a cidade de Camboriú. 

Sobre investimentos na área da saúde: onde haverá melhorias? 

É preciso ampliar a capacidade de resolutividade na saúde.Farei isso destinando 2 milhões de reais para a compra de exames laboratoriais: tomografia, ressonância, ultrassom, que tirarão milhares de pessoas das filas, além da aquisição de consultas especializadas 

E o Parque Inundável: como está essa questão? 

O Parque Inundável será tema de audiência pública. Nós teremos agora uma reunião sobre o esgotamento sanitário, cujo projeto está praticamente pronto. Nesse projeto há um plano de trabalho que prevê um consórcio entre os municípios de Camboriú e Balneário, entre as agências que tem a responsabilidade da concessão, seja a Emasa, seja a Águas de Camboriú, seja a sociedade organizada, o Comitê da Bacia do Rio Camboriú, Câmara de Vereadores: o que nós precisamos é de que os critérios sejam definidos, a responsabilidade financeira do pagamento e o início da execução dessas obras que é necessário e fundamental, que é o esgotamento sanitário da cidade de Camboriú e a reserva hídrica, que pode ser discutida de forma técnica, mas não política. Se há um alternativa que não seja as arrozeiras do Rio do Meio, que não prejudiquem os produtores de arroz que tem sido prejudicados como foram recentemente,mas que tenha tecnicamente uma medida eficaz, pois se trata de um problema sério e grave da nossa microrregião envolvendo Camboriú e Balneário Camboriú. E não podemos ficar omissos diante de um problema tão grave e que pode vir em breve a faltar água para a nossa população. 

O prefeito esteve recentemente em Brasília. Quais as novidades para os camboriuenses? 

Em Brasília conheci a nova estrutura governamental, conheci alguns ministérios, entre eles o Ministério do Desenvolvimento Regional. Conversei sobre projetos que estavam em análise no Ministério do Desenvolvimento Social, um recurso destinado ao Creas que estava parado por um erro de digitação. E essas correção só podia ser feita por quem alimenta o sistema e por isso o dinheiro não havia sido liberado. Felizmente conseguimos corrigir. Conseguimos 2 milhões de reais através do deputado Décio Lima, do PT, nos últimos momentos de seu mandato. Tive a oportunidade também de ir no Anexo 4, onde conversei com três deputados; com um deles, consegui agenda para uma reunião com o Ministro da Saúde, em busca de mais recursos e equipamentos para a nossa cidade. Também fui ao Ministério do Turismo, onde no final do ano conseguimos recurso para investimento no Parque da Bica. 

Mudanças no secretariado: haverá nova alteração, além de Sandra Pereira na Fundação Cultural? 

Hoje (dia 29) tem a saída da Rutinéia (Quinzen) e a entrada da Luana na CamboriúPrev. Rutinéia está na iniciativa privada. Alguns cargos de direção e de coordenação podem ser trocados no máximo até o começo da semana que vem. Renatinho (Renato Jr), sai da Fundação Municipal de Esportes e assume a Coordenação de Educação Física do Colégio Anglo. Isso é comum, praticamente todo mês tem um (colaborador) que encontra uma nova oportunidade e que migra para a iniciativa privada. 

A tão esperada reforma administrativa: esse ano sai? 

A reforma administrativa será feita em mini reformas, até porque temos experiência que medidas impopulares são de difícil aceitação na Câmara de Vereadores, pois a reforma administrativa tende a ser a extinção de cargos. Não existe reforma só criando novos cargos, é preciso extinguir. E a experiência que nós tivemos quando nós colocamos a extinção de um cargo, e que aconteceu em itajaí, que aconteceu em municípios que o Executivo tem a base do governo em maioria na Câmara, foi extremamente rejeitado e criticado. 

Qual cargo foi esse? 

O cargo de monitora. Colocamos para extinguir e criar o cargo de Coordenadora Infantil, com um salário de R$1.100,00 e fui metralhado por 14 vereadores, de um total de 15. Nós precisamos dividir um projeto maior em projetos menores para lograr maior êxito com o Poder Legislativo e discutir melhor, pois não houve um entendimento adequado da verdadeira proposta, que visa a economia do dinheiro público. Não existe reforma administrativa sem economia. E essa medida acaba sendo impopular. 

Prefeito, as pessoas tem se manifestado nas redes sociais reclamando de algumas coisas da administração. Entre elas, o mato nas ruas. O que pode ser feito a respeito? 

Não existiu um verão na Cidade de Camboriú onde não houve mato. Não é só em Camboriú. Toda faixa litorânea, com sol e chuva. Estamos falando do desenvolvimento do mato. Se você limpou seu terreno há 15 dias atrás, meça quanto mato já cresceu nesses 15 dias. É impossível termos tantas equipes em todos os bairros ao mesmo tempo e que mantenha toda a cidade limpa. Vou dar um exemplo: nós saímos do Santa Regina na segunda semana de dezembro e fomos para o Tabuleiro. Vá ao Santa Regina ver. Ficamos 82 dias no Santa Regina e agora já há mato com mais de meio metro. Então é impossível você manter toda a cidade. Porém não é sujeira. Mato não é sujeira. Dá uma impressão feia na cidade. Mas nós estamos acelerando, estamos contratando mais uma equipe a partir do do dia 1° de fevereiro, para dobrar as equipes de fevereiro a maio. De 1° de fevereiro a 1° de maio nós dobraremos o trabalho terceirizado no município. A Secretaria de Agricultura que só fazia limpeza de praças também está na capina, também está auxiliando com roçadeiras. Vamos comprar mais roçadeiras. E as duas Bobcats que tinham problemas eletrônicos e problemas mecânicos estarão sendo entregues semana que vem para a Secretaria de Obras. Temos a certeza absoluta que o período de melhora do mato vai ser a partir do final de março. Até lá, vão haver alguns pontos na cidade que receberão críticas, naturalmente, mas isso faz parte do período. Em Balneário Camboriú você encontra mato em todos os bairros, com exceção das Avenidas Brasil e Atlântica. E eles tem 220 funcionários na limpeza urbana. 

Suas considerações finais 

Camboriú é uma cidade que tem muitas necessidades. Compreendemos a aflição da população por melhorias, mas passamos por um momento institucional bastante delicado com relação a falta de recursos próprios. Entendemos que 2019 será melhor que os dois anos anteriores para investimento. Precisamos da compreensão da população e da colaboração de todos por uma Camboriú melhor. O nível de intolerância, em certos momentos, não ajuda na progressão para o desenvolvimento, que é o que todos queremos. 





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