Resposta do Vereador Josué Pereira a matéria INSTALAÇÃO DE ELIMINADORES DE ÁGUA PODERÁ CONTAMINAR REDE DE ÁGUA EM CAMBORIÚ, publicada na edição 548 do Jornal Linha Popular.

 A proposta do vereador Josué Pereira em seu PROJETO DE LEI ORDINÁRIA (L) N° 0026/2019, é que os consumidores da Águas de Camboriú não paguem ar por água. Isso normalmente acontece quando por algum motivo é interrompido o serviço de abastecimento e o sistema de distribuição enche-se de ar e ao passarem pelo hidrômetro acabam sendo contabilizados na tarifa de água, devemos levar em conta outros fatores que podem permitir a entrada de ar na rede de distribuição, tais como: manobras para operação ou manutenção da rede, bombeamento de água, vazamento e principalmente, quando há rodízio de distribuição para alimentar regiões alternadamente. Os eliminadores de ar são dispositivos que têm o objetivo de retirar o ar das tubulações de água. Segundo o site do condômino (sitedocondomino.com.br) destaca que o engenheiro Paulo Rubens de Araujo e Oliveira, Subsecretário de Manutenções do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, declara que o Eliminador de Ar está instalado desde 15/08/2001. Em análise nos meses de Maio/01, Junho/01 e Julho/01 obtiveram-se uma redução de 32,5%. E comparando o mês de Agosto/01 com Agosto/00, a redução é de aproximadamente 21%. 

Albanir Hortencio Rocha Filho, chefe da 1ª Seção da Prefeitura Militar de Brasília declara, em atestado de capacitação técnica, que a redução no consumo de água registrada no ramal do setor de garagens do Quartel General foi de 22%, tendo como base registros diários de consumo de água em um período de três semanas.

Cabe ressaltar que a própria concessionária de serviços utiliza em seu sistema os eliminadores de ar e que são normatizados, e aqui fica a pergunta: porque os eliminadores usados pela concessionária não contamina? Mas o intuito maior na instalação deste pela concessionária é retirar o ar para que o abastecimento chegue a áreas mais altas, o problema é que não beneficia o consumidor diretamente, pois o ar existente no sistema passa pelo hidrômetro e acaba sendo contabilizado arcando com prejuízo o consumidor. Já que eliminadores de ar estão instalados nas redes principais, porque não instalar também próximo ao hidrômetro para que o ar seja eliminado e somente a água seja contabilizada beneficiando assim diretamente o consumidor, o eliminador de ar ou também conhecido por ventosas que são usados pela concessionária possui o mesmo sistema que o eliminador proposto no projeto, a diferença está nas medidas.

Cabe ressaltar que esses dispositivos bloqueadores ou eliminadores de ar não possuem aprovação ou autorização pelo INMETRO, visto que não são instrumentos de medir ou medidas materializadas, conforme estabelece a Resolução 11/88 do CONMETRO - Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial.

A outra preocupação por parte da população está no contrato de concessão onde prevê que qualquer alteração legislativa posterior à assinatura do contrato que crie ônus à empresa deve ser reequilibrada financeiramente, o que repercutiria na tarifa da água ao consumidor, mas, da mesma maneira que se pode discutir juridicamente o contrato acerca da criação do ônus por conta da instalação do equipamento eliminador de ar, também se pode discutir sobre a prestação de serviço que também está em contrato, nós consumidores contratamos a prestação de serviço e fornecimento de água "potável" fornecidos pela concessionária e não por ar nas tubulações. Para simples verificação, veja você mesmo leitor e consumidor, quando faltar à água na sua torneira o quanto de ar passa durante a falta e após o retorno do abastecimento, cabe ressaltar que os consumidores mais afetados estão os que vivem nas extremidades da rede, as regiões (interior) que demoram mais tempo para receber a água em caso de interrupção e podem, com isso, receber mais ar.



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