Suspeita sobre cursos de capacitação para vereadores foi denunciada pelo LP em 2015

08 Fevereiro 2018 15:31:00

Reportagem levantava gastos da Câmara e denuncias contra as empresas organizadoras

Foto: Divulgação/DIC Balneário Camboriú

As viagens para supostos cursos de capacitação, investigada na operação Iceberg pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Balneário Camboriú, que apreendeu documentos no final da tarde de quarta-feira (07) na sede da Câmara de Vereadores de Camboriú, já são acompanhadas pelo Linha Popular desde 2015. 

Em reportagem publicada na edição do dia 13 de junho daquele ano, o Linha mostrava que a legislatura passada já havia gasto R$ 57.574,22 com cursos de capacitações, a maioria no Nordeste e mostrava que as três empresas - União Nacional de Vereadores (UNV), Instituto Nacional Municipalista (INV) e Instituto Capacitar, todas do advogado Clésio Drumond, eram investigadas em outros estados por suspeitas de fraude e não aplicação dos cursos.

Dos 15 vereadores que estavam em mandato na época, 12 participaram de alguns dos cursos na época da reportagem. O Linha só não conseguiu ouvir dois deles. Todos defenderam a capacitação e afirmaram que de fato os eventos ocorreram.

MP também investiga

O pagamento de diárias para cursos de capacitações fora de Santa Catarina é alvo de investigações também por parte do Ministério Público. Entre eles, o de novembro de 2016 que em Salvador (BA) onde participaram quatro vereadores não reeleitos: Alexsander Alves Ribeiro (Canídia), Josenildo Rosa (Guigo), Jackson Genésio Rosa (Jakinho) e Eliomar Getúlio Pereira (Má da Madereira), junto com o então presidente da Casa, Antonio Paulo da Silva Neto (Piteco). Corre na Justiça processo contra os cinco por improbidade administrativa.

Operação Iceberg

O Ministério Público denunciou em 2016 quatro vereadores que ocuparam a Presidência da Câmara de Vereadores de Tijucas, o Diretor-Geral da Câmara e os responsáveis pelas empresas que ofereciam os falsos cursos pelo crime de organização criminosa.

Todos os 13 vereadores do município de Tijucas, dois suplentes, 25 servidores públicos e os empresários também foram acusados da prática do crime de peculato pela 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Tijucas com a colaboração do Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) do MPSC, após investigação da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC).

"Os denunciados participaram, entre 2013 e 2015, de um esquema de desvio de dinheiro público e enriquecimento ilícito por intermédio de cursos e treinamento simulados e fictícios, criados e montados com o único propósito de viabilizar o pagamento das taxas de inscrições às empresas e o recebimento de diárias pelos Vereadores e servidores da Câmara Municipal. Os valores das diárias e das taxas de inscrições pagas pela participação nos cursos fictícios passam dos R$ 500 mil", diz trecho de comunicado do MP da época.


Arquivo LP/





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