Coluna Rotary

Coluna Rotary 534

"Como mãe, não posso ficar indiferente aos problemas do mundo, especialmente aos que têm solução. Apesar da pólio não ter cura, ela pode ser evitada através da vacinação,"

No Brasil, a pólio foi erradicada em 1989 mas em 2016 o país registrou a pior cobertura vacinal em 12 anos - quando apenas 84% das crianças de até cinco anos de idade foram vacinadas. A Organização Mundial da Saúde recomenda que a meta mínima de imunização seja de 95%. Rotarianos do Brasil inteiro se mobilizaram para apoiar a Campanha Nacional de Vacinação, que segue até o final de novembro, em parceria com o Ministério da Saúde e outras organizações. O Rotary é parte da Iniciativa Global de Erradicação da Pólio, parceria público-privada que inclui a Organização Mundial da Saúde, o Centro Norte-americano de Controle e Prevenção de Doenças, o Unicef e a Fundação Bill e Melinda Gates.

Na onda do movimento antivacina em todo o mundo e do ressurgimento de casos de sarampo, dois estudos publicados nesta quinta, 31, nas revistas Science e Science Immunology mostram que não vacinar contra a doença pode deixar a criança vulnerável não só ao sarampo como a várias outras doenças no longo prazo.

As pesquisas feitas de modo independente com 77 crianças não vacinadas - antes e depois de a comunidade na Holanda onde moram sofrer um surto de sarampo - observaram que a infecção por sarampo acaba enfraquecendo o sistema imune contra outros vírus e bactérias por até três anos depois de os sintomas do sarampo sumirem.

Importância da vacinação

Os resultados reforçam a importância da vacinação ampla não só para prevenir sarampo, mas para evitar o enfraquecimento da "imunidade do rebanho" a outros tipos de patógenos. Depois de os casos da doença terem despencado em todo o mundo em razão de campanhas bem-sucedidas de vacinação, vários países, como o Brasil, voltaram a viver uma epidemia de sarampo. De acordo com o Ministério da Saúde, há casos de transmissão ativa em 19 Estados do País. Dos casos confirmados, 90,5% estão em São Paulo. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o número de casos em São Paulo é de 10.620, com 13 óbitos. Nos Estados Unidos, foram relatados 1.250 neste ano até o início deste mês..

"No fim, é simples. Existe uma vacina contra sarampo, que é eficiente e que protege contra a infecção. Se a criança não for vacinada, ela pode ser infectada - vamos lembrar que sarampo é muito contagioso -, e se ela for infectada, perde boa parte da sua resposta imune de memória. Não vacinar uma criança contra sarampo a expõe ao sarampo e, ainda se ela se recuperar, estará exposta a outras doenças secundárias devido à amnésia imunológica causada pelo sarampo", comenta Ana Paula. Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunização (Sbim), reforça que a vacinação tem importância não só individual, mas coletiva. "O sarampo não atinge só crianças, mas adultos também. E aqueles que por algum motivo já são imunodeprimidos e não podem ser vacinados correm risco de morrer, porque o sarampo vai impactar ainda mais sua resposta imunológica", diz. Se a maior parte das pessoas está vacinada, os riscos de infecção dessas pessoas que não podem tomar a vacina são menores. O contrário também é verdade. "Se não tivermos uma cobertura vacinal de 95% da população, a gente deixa desprotegidas justamente essas pessoas. Que são as com maior chance de morrer", explica. "É responsabilidade de todos nós."

"Vacina é um direito da criança. Ela não consegue ir sozinha a uma unidade de saúde para se vacinar. Pais, responsáveis, avós chequem a carteira de vacinação como ato de respeito e de amor"




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