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LINHA SAÚDE MENTAL

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Joyce de Almeida Cruz

SOBRE ARREPENDIMENTOS




Foto: Divulgação

Falar sobre isso é algo muito comum não só em consultório, mas algo presente em nosso cotidiano especialmente com as pessoas de nosso convívio. Quantas pessoas já se aproximaram de você para conversar sobre algo em que a temática ARREPENDIMENTO apareceu direta ou indiretamente?

Antes de tentarmos explorar o que significa pensar esse direta ou indiretamente, vamos relembrar algo que já foi exposto em colunas anteriores, então vamos relembrar primeiramente sobre a nossa tão falada e almejada liberdade que nos acompanha desde a infância, se intensifica na adolescência e permanece na vida adulta, e também sobre as responsabilidades que implicam nossas escolhas. É importante que se apropriem dessa informação e pensem sobre isso.

Pois bem, agora podemos retomar a explorar a temática principal. Falar sobre arrependimentos diretamente seria pensar naquele velho ditado, “não adianta chorar o leite derramado”, ou seja, são as situações em que as pessoas ficam se queixando sobre as consequências advindas de ações que tomaram no passado e que não saiu como o esperado, e geralmente ficam alimentando um sentimento de culpa sobre a atitude tomada e pensando em como seria se tivessem escolhido outra atitude.

Já quando falamos de arrependimentos indiretamente seriam aquelas pessoas que estão prestes a tomar decisões importantes em suas vidas, porém sentem medo de escolher a ação a ser tomada por medo das consequências, aqui aparece um desejo grande de abrir mão da tão desejada liberdade a fim de que outro tome a decisão por você e assim buscam se esquivar das consequências quaisquer que sejam.

As duas situações não são saudáveis, apesar de muito comuns entre nós humanos essa forma de lidar com a vida pode provocar um processo de adoecimento psíquico. No primeiro caso porque ficar se culpando pela escolha feita que não foi satisfatória no seu ponto de vista não vai mudar o passado. Respire e pense comigo sobre isso, quando você fez aquela escolha ou tomou alguma decisão naquele momento foi o que você identificou como mais viável, ou seja, você não fez diferente porque não fazia sentido naquele momento e a opção que foi escolhida naquele momento era a mais viável, se hoje você não considera que foi uma boa decisão traga pra sua vida como aprendizado e experiência para os novos desafios que vão surgindo, aceite o ocorrido como algo bom e que vai te ajudar nas próximas escolhas.

Na segunda situação apenas quero pontuar sobre o privilégio que é gerir a própria vida, e isso não pode ser terceirizado, ninguém sabe de verdade das suas necessidades, o que faz sentido, dos teus reais desejos, das tuas dores, as pessoas só conseguem acessar o que contamos, mas elas não podem sentir o que sentimos, e por isso deixar que outros tomem decisões por você não é justo consigo mesmo.

Tudo bem a gente buscar opiniões de pessoas que acreditamos poder nos ajudar nas escolhas, mas não traga isso pra sua vida como forma de se esquivar das responsabilidades e das consequências. E tudo bem se arrepender de algo pelo caminho, faz parte desse processo de se reinventar todos os dias para encarar os desafios da vida mais fortes e experientes.

Caso você se sinta muito confuso sobre como agir em relação à própria vida busque conversar com pessoas de confiança, e caso isso esteja lhe causando sofrimento será importante considerar a busca por atendimento psicológico para compreender o que está acontecendo, se conhecer e assim assumir as rédeas de sua vida, e também aprender com todas as experiências que já viveu, as boas e as ruins.

Aceite as partes de você que você não gosta tanto assim, só assim as mudanças se tornam possíveis de acontecerem.

Faça as pazes consigo mesmo!
 
Joyce de Almeida Cruz
Psicóloga Clínica
CRP 12/11350
(47) 99905 2536 – whatsapp
Joyce.cruz.5473 - instagram

Sobre Joyce de Almeida Cruz

Psicóloga


Sobre a Coluna

Linha Saúde Mental

Uma coluna que reúne assuntos relacionados a saúde mental a partir do olhar da psicologia. Temas que podem ajudar as pessoas a lidarem com suas emoções e sentimentos, e ajudar ainda na compreensão sobre temas do dia a dia a fim de promover a saúde mental de todos, com a psicóloga Joyce Almeida.


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