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Dia do Agricultor: A agricultura em Camboriú
Setor tem se mantido estável mesmo em meio a pandemia de covid-19





Haja chuva ou haja sol, alimentos chegam às nossas mesas e muitas vezes, nem nos perguntamos como foram produzidos ou damos a devida importância ao trabalho das pessoas que os cultivaram. Com o intuito de homenagear o profissional que produz alimentos, gera renda e empregos, e também contribui ativamente para a economia do país, foi criado o dia do Agricultor, celebrado todo dia 28 de julho. 
Camboriú é conhecida no estado por possuir uma das melhores produções de arroz irrigado de Santa Catarina, mas também se destaca na produção de hortaliças e criação de animais bovinos. “Nossa produção é muito boa como na rizicultura e na olericultura e na criação de bovinos, são bem satisfatórios pois nossas terras são muito boas”, comenta José Elias Porto, Secretário de Agricultura de Camboriú.
Para incentivar e apoiar esses agricultores do município, José Elias conta que a secretaria tenta dar todo suporte técnico e estar à disposição dos produtores. A patrulha agrícola mecanizada, que é um conjunto de equipamentos agrícolas, tem auxiliado os pequenos e médios agricultores a efetuar melhorias em suas produções. Os quatro tratores, a retroescavadeira e a mini PC escavadeira são disponibilizadas por R$46,00 a hora. “Temos todo os implementos para o preparo de solo para nossos agricultores. Além de serviço de inspeção, serviço de defesa sanitária animal, serviço de urbanismo, limpeza e urbanismo de vias e a assistência técnica pra agriculturas através do convênio da Epagri”, explica a respeito do apoio dado pela secretaria aos agricultores do município. 
Um das propriedades agrícolas que se destaca em Camboriú é a Roça Cechet, de produção de hortaliças orgânicas.Filho de agricultor e proprietário da Roça, Felix Cechet é o 12º dos 13 filhos, cinco deles se formaram como técnicas em Agropecuária, mas ele é o único que permaneceu na agricultura, e sobrevive diretamente da atividade. Toda a produção é focada em horticultura de forma orgânica. 
A família composta por Félix, a filha Maria Joana, engenheira ambiental, e a esposa Eliete Lana, que também é agricultora, tiram a renda familiar através dos produtos comercializados na Roça Cechet. As hortaliças são entregues a domicílio semanalmente
    Mesmo com o sucesso da empresa, Félix comenta que passou por dificuldades na profissão, principalmente relacionados a falta de capital para investimento, comercialização da produção, mão-de-obra, acesso precário a transportes e meios de comunicação. Com a tecnologia, e a implantação de maquinários nas roças, algumas dessas dificuldade foram sendo supridas, como a falta de mão de obra provocada pelo êxodo rural. Com isso, foi possível aumentar o rendimento da qualidade de produção e, consequentemente, alavancar ainda mais as vendas. 
    A pandemia também trouxe alguns desafios, mas não afetou diretamente a produção e comercialização dos produtos agrícolas em Camboriú. A secretaria de Agricultura não recebeu muitos depoimentos a respeito de dificuldades enfrentadas pelos agricultores nos últimos meses devido à pandemia. No caso da Roça Cechet, Félix diz que deixaram de receber visitantes e clientes na propriedade, como pede a legislação municipal vigente, mas a entrega a domicílio permaneceu sem alterações, apenas respeitando as regras de prevenção, o que permitiu manter a renda familiar e também continuar levando alimentos saudáveis e de qualidade para as famílias da região, sendo um produtor orgânico certificado. 
    O agricultor comenta que não tem dúvidas de que o Brasil possui uma das melhores tecnologias de produção agrícolas, mas que ainda tem condições de, no futuro, se tornar o maior país em produção de alimentos no planeta. Em contrapartida, ele não percebe o mesmo em Camboriú. “Camboriú já perdeu muito a sua essência agrícola, pressionado principalmente pelo êxodo rural e especulação imobiliária”, opina.


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GERAL  |  03/08/2020 - 11h